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Com a intervenção militar no segundo estado mais importante do Brasil, juntamente com várias medidas típicas de um regime altamente autoritário e ditatorial, vai ficando claro que a cada dia que a situação está mais próxima de uma nova ditadura militar, mesmo que se manifeste com uma fachada civil.

“O país está ameaçado, muito ameaçado, e já em um estágio bastante desenvolvido de um processo de liquidação de direitos da população. Vocês podem ver que todo santo dia acontece alguma coisa que mostra isso.

Um dos últimos acontecimentos foi na UNB, que se estabeleceu um curso para falar do golpe de 2016 e veio alguém aí e proibiu, um juiz, um promotor, sei lá o quê.

Existe um aprofundado do cretinismo parlamentar e judiciário no país, que diminuiu, mas, não se extinguiu, logicamente. Então a pessoa olha e fala assim: “mas, foi um juiz que fez”. Como isso não significasse que é uma ditadura igual. Como se em uma ditadura não tivessem juízes. Como se em quase que cem por cento das ditaduras que aconteceram no mundo os juízes, na sua esmagadora maioria, não tivessem rapidamente dado apoio às ditaduras.

Não sei como o pessoal vê a coisa, mas é assim: na época que teve o golpe militar no Brasil os juízes, simplesmente, passaram atuar de acordo com a Ditadura Militar. Porque os juízes são reacionários, são as pessoas mais reacionárias que têm nas instituições políticas e eles estão, na sua esmagadora maioria, sempre prontos a servir aos mais poderosos. A servir à direita, a servir ao imperialismo.

É o poder reacionário por excelência. Ninguém elegeu nenhum juiz. E isso é uma coisa muito importante. E, portanto, o juiz é um burocrata do Estado e quem domina o Estado, em geral, são setores mais conservadores da burguesia.

Então a pessoa vê um juiz proibindo o negócio na UNB e fala “não, não é uma ditadura militar”. Mas, é uma ditadura fazer isso.

Também muita gente não entende que pode ter uma ditadura militar com uma cobertura de instituições civis. É uma coisa perfeitamente viável.

Eu vi uma matéria essa semana, que eu achei muito interessante, não me lembro exatamente onde agora, em que a pessoa comparava, muito acertadamente, a situação brasileira com a situação da época do golpe no Uruguai, na década de 1970. O Uruguai ele não teve presidente militar. Ele só teve presidentes civis, mas mesmo assim foi uma Ditadura Militar. Diante da situação, do crescimento da guerrilha urbana no Uruguai, Tupamaros, o presidente civil chamou os militares, que é uma movimentação meio clássica. Não foi o presidente civil que chamou os militares, mas foi o imperialismo e os militares que forçaram sobre o presidente civil. Para tomar conta do governo. Os militares passaram cada vez mais a dar as cartas. Tiveram eleições, se elegeu um novo presidente, Bordaberry. E chegou um momento em que o Bordaberry nada mais era que uma fachada dos militares. Eles faziam um pacto e os militares deixam ele como governo e fica lá.

Uma coisa que a gente tem que entender quando a gente fala em Ditadura Militar é o seguinte. As ditaduras militares elas, normalmente, fecham o Congresso Nacional. Às vezes reabrem também, dependendo das características da situação. No caso do Brasil. Mas, nunca vi nenhuma ditadura militar fechar o Judiciário. Isso não existe. O máximo que pode acontecer é de os militares tirarem uns dois ou três juízes e o resto serve o regime.

Então essa comparação com o Uruguai ela é muito boa. Única ressalva que eu faria é o seguinte: é que esse desenvolvimento é possível, está dentro da ordem das coisas, mas, não é o único desenvolvimento possível. O desenvolvimento de uma ditadura depende de uma série de fatores, das contradições internas dos setores que estão levando o país para uma ditadura e das contradições entre o regime e o restante da população.

Quer dizer, nós não podemos pensar que uma ditadura é como uma obra de engenharia; alguém vai lá e traça o plano, faz a planta do prédio e implanta a ditadura. Não, ela é implantada através de sucessivas lutas políticas que vão se aprofundando. Pode determinar que você tenha um regime militar aberto, que tenha um regime militar disfarçado, que tenha um regime que seja controlado pelos militares em aliança com vários setores civis, que podem ser importantes. Mas, o fato é que tudo que está acontecendo no Brasil aponta no sentido de uma dessas variantes. Não faz muito sentido que a gente aqui procure determinar qual exatamente é a variante que vai se dar. Desde que a gente entenda que a tendência fundamental da crise vai no sentido de um regime de características autoritárias, com uma forte presença dos militares.”

Assista essa análise política na íntegra: https://www.youtube.com/watch?v=4-tR-mQ4SIM

Fique por dentro do que fato está acontecendo no país e no mundo. Não deixe de acompanhar todos os sábados, às 11h30 da manhã a mais completa análise política da semana no canal do youtube, na CausaOperáriaTV.

 

 

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