Alta do dólar
Em meio à pandemia, real sofre sua maior desvalorização em relação ao dólar. Essa crise cambial atinge diversos setores da economia, impactando por exemplo no custo dos alimentos
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Foto: Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas
Foto: Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas |

A desvalorização do real

A moeda brasileira, que vinha sofrendo intensa desvalorização frente ao dólar desde o começo de 2020, viu este processo se acentuar em meio à pandemia do COVID-19. Frente a este cenário, o governo ilegítimo de Jair Bolsonaro orientado pelo Chicago Boy Paulo Guedes, queimou sem qualquer pudor bilhões de dólares das reservas cambiais brasileiras, sem conseguir, nem de longe, estabilizar a moeda nacional.

Entre os fatores envolvidos nesse aspecto da crise econômica, podemos citar a incerteza dos investidores frente ao atual cenário, que tendem a recorrer a ativos mais seguros nas economias centrais do capitalismo, em especial nos Estados Unidos, que tem capacidade de pagamento mais alta em relação aos outros países.

Além disso, uma das estratégias encabeçadas pelo Chicago Boy, a diminuição da taxa básica de juros, a taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia), lançada sob o pretexto de estimular a economia, acabou por fim acelerando a fuga de capitais, investidos nos títulos do Tesouro Nacional brasileiro devido ao alto índice de retorno.

Outro aspecto que não pode ser ignorado é a própria instabilidade política, uma característica constante do regime político desde o golpe de 2016 que ainda se intensificou diante do governo de encabeçado por uma figura de extrema-direita. Vale lembrar que mesmo com a prisão e impedimento da candidatura de Lula, a burguesia não conseguiu emplacar nenhum dos seus candidatos “puro-sangue”, tendo que jogar suas fichas em um político do baixo escalão, que vinha surfando na onda da campanha anti-petista.

Como a alta no dólar atinge a população?

Para além do aumento imediato nos custos em viagens ou compras no exterior, atividades em baixa devido à pandemia, a alta no dólar interfere também no valor de bens produzidos aqui mesmo, em especial aqueles com grande quantidade de insumos importados.

O Brasil, como país capitalista atrasado, tem sua economia extremamente subordinada às economias centrais do sistema. Subordinação turbinada nos anos 90 com a dolarização da moeda nacional no chamado Plano Real, de Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. Tendo passado recentemente por (mais um) processo intenso de desindustrialização, passou a estar cada vez mais dependente das importações em uma ampla gama de atividades.

O aspecto mais cruel é certamente o aumento nos preços dos alimentos, que atinge diretamente toda a população. Este setor sofre o impacto da alta do dólar no aumento do preço do trigo, dos defensivos agrícolas (ou agrotóxicos), entre outros, que são repassados ao preço de diversos alimentos.

Somado ao aumento nos preços destes insumos, o impacto da alta do dólar no preço dos combustíveis, que também é repassado ao custo final dos alimentos, é um fator muito importante dessa crise, pois grande parte da produção nacional é escoada pelas rodovias.

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