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Em todos os sábados, às 11h30, com transmissão direto do auditório do Centro Cultural Benjamin Péret em São Paulo, o Partido da Causa Operária abre as suas portas para o público em geral, com um programa apresentado pelo seu presidente nacional, Rui Costa Pimenta, e intitulado de Análise Política da Semana, objetivando, lançar um olhar sobre os acontecimentos da semana, se utilizando, para tanto, de um método baseado no materialismo histórico e dialético, de Karl Marx, e que tem, por isso mesmo, como protagonismo, a luta de classe travada no cenário político e social no Brasil e no mundo.

A seguir, é publicado um momento da análise que fez no sábado do dia 25 de maio de 2019, e que nos elucida o que se deve fazer diante o governo Bolsonaro. Vejamos:

(…)
Bom companheiros, nós tivemos aí no dia 15, uma manifestação gigantesca de rua que colocou, digamos assim, jogou lenha no debate central que é o debate sobre o que se deve fazer diante do governo Bolsonaro. Infelizmente, uma série de organizações políticas, a maior parte da esquerda, com grande insensibilidade para o que aconteceu no próprio dia 15 de março, procuraram levantar uma série de argumentos contra a ideia de que a esquerda deveria se unificar e criar um movimento geral em  torno da palavra de ordem FORA BOLSONARO. Então, eu acho que é oportuno, e que é uma questão central, que a gente discuta hoje, justamente esse problema de orientação política.

Qual deve ser a orientação política do movimento? Por que que nós estamos defendendo o FORA BOLSONARO? Qual que é o sentido dessa palavra de ordem? Como encarar os argumentos que foram levantados contra o FORA BOLSONARO?

É um problema chave porque esse é um problema crucial e muito imediato da situação política nacional. Logicamente que há um conjunto de argumentos contra o FORA BOLSONARO, que nós devemos analisar, que partem do princípio de que, nós, esquerda, movimento operário, movimento dos trabalhadores, temos que respeitar as instituições e a suposta legalidade do regime político.

Então, há pessoas que dizem, inclusive, o seguinte: o Bolsonaro foi eleito democraticamente, então nós teríamos que esperar até o ano 2022 para trocar de governo. Se o governo é horrível; se o governo está destruindo o país; se o governo está atacando todos os direitos de toda a população, isso não tem importância. Segundo eles, o governo foi eleito democraticamente, e nós temos que aceitar seja qual governo for.

Logicamente, que, antes de entrar no mérito de que o governo não foi eleito democraticamente, queria chamar os companheiros todos a fazer uma reflexão que é a seguinte: como é possível que a gente possa chamar de democrática, uma situação onde o governo se ergue contra os interesses de, praticamente, toda a população? Ataca a educação nacional; acaba com a aposentadoria; acaba com os direitos trabalhistas ou quer acabar com tudo isso; ataca os trabalhadores da terra; ataca a população indígena; ataca os mais elementares direitos democráticos; e etc e tal. Já, nessas condições, se fosse verdade que esse é um governo escolhido democraticamente pela população, nós estaríamos diante de um enorme paradoxo político. O que significa que o funcionamento da democracia, leva a que as pessoas tenham que suportar um governo que é totalmente contrário a seus mais elementares, seus menores interesses econômicos e sociais, políticos e filosóficos, e etc e tal.

Logicamente que é uma concepção equivocada da questão da democracia. Completamente equivocada!

Significa que você tem um governo que foi eleito sob uma aparência falsa, como se ele tivesse sido eleito democraticamente, vamos dizer assim, um determinado momento é uma manipulação, e portanto a população, diante destas condições, não teria que aceitar esse tipo de governo.”

No link abaixo, você poderá conferir o áudio degravado e publicado acima.