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Pelo menos 16 pessoas foram assassinadas e mais de 1.400 ficaram gravemente feridas devido ao massacre realizado pelas tropas do Estado de Israel contra a “Grande Marcha do Retorno”, resistência organizada pelos palestinos para reclamar o direito às suas terras das quais foram expulsos pelo confisco territorial israelita de 1976.

Crianças, mulheres, militantes ligados à resistência palestina participaram, nessa sexta-feira (30), da série de marchas palestinas contra o espólio territorial e econômico operado pelo Estado de Israel contra as terras do povo palestino. Mais de 30 mil manifestantes participaram das marchas, a qual foi respondida com extrema violência pelos israelenses: foram usadas munições reais para atacar e dispersar a mobilização, motivo pelo qual resultou em tantos palestinos mortos e feridos.

É preciso frisar aqui que a política empregada pelo Estado de Israel contra o povo palestino configura verdadeiros ataques e perseguições de tipo fascista. Não obstante isso, a imprensa imperialista, que detém quase a totalidade dos mais importantes veículos de comunicação do mundo, vende a propaganda de que Israel estaria se defendendo das organizações terroristas palestinas. Por essa razão é que boa parte da esquerda pequeno-burguesa mundial, teleguiada pela manipulação imperialista dos fatos, cerra fileiras com os Estados Unidos e a União Europeia em favor do massacre contra o povo palestino. Afinal, essa é uma esquerda democrata, no sentido imperialista do termo, portanto ignora os direitos democráticos da população oprimida.

Partidos como Psol, PSTU e várias organizações menores da esquerda pequeno-burguesa embarcam na propaganda imperialista em defesa do que seria, para eles, a “democracia”. O deputado do Psol, Jean Wyllys, declarou recentemente apoio irrestrito aos israelenses no conflito do Oriente Médio, afirmando que eles são a única democracia da região. A isso, o Partido da Causa Operária (PCO) responde: a única coisa que o Estado de Israel representa é um enclave imperialista na região que leva adiante uma política de genocídio contra o povo árabe. Se essa é a democracia a que ele se refere, ou seja, uma política de dominação das nações imperialistas sobre os países atrasados, então o deputado psolista talvez esteja certo em sua colocação.

No entanto, um aspecto dessa discussão causa desconforto em qualquer pessoa minimamente democrática (e não “democrata”, como o Psol): ser chamado de “antissemita” por denunciar o Estado de Israel e defender o povo palestino. Isto é típico dos setores pequeno-burgueses da esquerda: confundir, ou melhor, reproduzir a confusão criada pela direita de que quem critica a ação criminosa do Estado de Israel está criticando os judeus. Nada mais falso que isso. O problema é puramente político contra a ação do Estado de Israel e não contra os judeus.

Diferentemente da esquerda pequeno-burguesa, o PCO deixa registrado mais uma vez seu apoio incondicional ao povo palestino, inclusive à resistência palestina contra o terrorismo de Estado de Israel. Aqui, devemos deixar bem claro o termo “incondicional”: apoiamos que o povo palestino tenha o direito de existir e de resistir ao massacre imposto por Israel, sem que coloquemos ressalvas a esse apoio. Até porque quem não está com os palestinos está com os Estados Unidos. Também por isso declaramos apoio incondicional a organizações como o Hamas, que embora não sejam organizações operárias, representam a organização armada do povo da Palestina contra aqueles que querem esmagá-los.

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