Vendido aos capitalistas
Sua produção artística é extremamente rasa e sem qualquer sentido político, sendo um artista tão medíocre a ponto de homenagear um inimigo declarado da cultura
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Romero Britto, Michelle e Jair Bolsonaro em evento de entrega da pintura que homenageia o fascista. | Foto: Reprodução

Romero Britto, que há alguns meses afirmou toda a sua mediocridade artística e política ao elogiar e pintar um quadro em homenagem ao fascista Jair Bolsonaro, voltou a ser assunto nas últimas semanas após a grande repercussão de um vídeo onde uma mulher quebra uma escultura do artista. Junto com a repercussão do vídeo muito tem se falado também sobre a aptidão artística de Romero Britto.

O vídeo em questão é de 2017 mas ganhou simpatia do público ao aparecer recentemente na internet por retratar a dona do restaurante enfrentando Romero Britto em defesa dos funcionários. Segundo a mulher Britto era um frequentador do seu restaurante em Miami e no dia do acontecimento ela teria descoberto, ao ver um funcionário chorar, que seus funcionários eram tratados com arrogância por Romero e seus amigos quando iam ao restaurante; o que a deixou indignada a ponto de ir até a galeria do artista com uma escultura assinada por Romero que ela ganhou de seu marido e quebrado a escultura no local.

O vídeo muito além de colocar em questão a arrogância e a estupidez de Romero Britto ao destratar funcionários de um restaurante por se achar superior, mas que na verdade com isso só escancara sua mesquinhez ;  fez surgir um debate já levantado aqui sobre a capacidade artística de Romero o que é perfeitamente pertinente não só pelo comportamento do artista no restaurante mas sobretudo por suas inclinações políticas que têm se mostrado tão medíocres quanto sua obra.

Dentre as declarações sobre a produção artística de Romero Britto estão as de Maria Rita, que no Twitter afirmou em resposta a discussão sobre o artista: “Ai, gente. Pensava que só eu achava o Romero Britto bem ruinzinho”. Maria Rita disse ainda que a arte dele não a emociona, tanto estética como politicamente, e este é um ponto central para tratar do que ocorre com a obra de Romero.

Leia também: Romero Britto, um artista ultramedíocre e bolsonarista

Romero Britto sempre foi um artista bastante superficial o que possibilitou que assim como acontece com Paulo Coelho, por exemplo, sua obra fosse algo meramente comercial. O capitalismo e o fascismo decretam o “abaixo à inteligência”, logo são incapazes de produzir uma expressão artística genuína e a única forma de conseguirem transitar pela arte é se apossando de obras e artistas medíocres, sem profundidade, propósito ou caráter minimamente político.

O lema de Romero Britto, forma como a qual ele define sua obra e seu objetivo é : “meu propósito é levar alegria, amor e esperança a todos”, frase que costuma repetir em entrevistas. Inclusive algo parecido é dito por ele em uma nota recente sobre o vídeo, na qual ele nada fala de concreto mas reafirma: “vou continuar minha missão de alegrar o mundo, que como nunca precisa de mais amor, felicidade, esperança e otimismo”.

Romero Brito se limita a declarações abstratas sobre amor, felicidade e esperança, o que é tão raso quanto suas pinturas que além de não possuírem conteúdo político algum, são repetitivas, infantis, sem expressão alguma e que apenas repetem um padrão monótono com cores e que literalmente podem ser pintadas até por alguém tão limitado intelectualmente como um fascista:

 

O clichê do combo amor, felicidade, esperança e otimismo por não ter um objetivo e uma mensagem concreta é perfeitamente manipulável pelos capitalistas que financiam Romero Britto e outros artistas parecidos para criar uma propaganda em torno da arte no sentido oposto ao que de fato a arte se propõe para impor uma neutralidade política na arte; buscando com isto negar a luta de classes, por isto Romero Britto e sua obra, são alvos perfeitos para cumprir o intuito da burguesia capitalista.

A arte quando expressa genuinamente não admite intervenção do fascismo e não se vende aos capitalistas, a função do artista neste sentido é eminentemente política, deve se colocar contra o fascismo e a burguesia  a favor da classe trabalhadora que assim como os artistas e a arte como um todo são sistematicamente atacados por estes que são verdadeiros inimigos do povo e da arte.

A burguesia capitalista e a direita não gostam da arte assim como não gostam dos trabalhadores, e para além não gostarem vêem neles inimigos políticos e por isto os atacam, sendo extremamente impopulares entre o povo; Bolsonaro como representante da direita fascista é o retrato desta impopularidade e rejeição do povo e dos próprios artistas à política capitalista.

Quando um artista não se coloca expressamente contra esta política se torna aliado dela. No caso de Romero Britto percebe-se que ele se coloca como um oportunista de momento pintando a figura política pertinente para o momento (como quando pintou um quadro da presidenta Dilma quando estava na presidência).

Com o quadro vigente de golpe e ascensão da direita golpista Romero se colocou a serviço destes e pôs para fora sua tendencia direitista e medíocre com elogios à fascistas como Dória, de quem se diz amigo íntimo,e ao próprio Bolsonaro. Ao se colocar ao lado dos fascistas os artistas são amplamente usados para induzir à ideia de que a direita tem alguma relação com a arte, o que é uma falsificação para dar um caráter popular ao fascismo que é odiado e rejeitado pelo povo.

A arte só pode ser plena quando se coloca ao lado da classe trabalhadora como forma de denúncia e ataque contra os inimigos do povo. O que acontece é que quanto mais um artista se aproxima do fascismo e da direita mais medíocre sua produção artística se torna por não poder neste contexto haver qualquer tipo de expressão cultural mais profunda, o que pode representar uma ameaça para os capitalistas, mas que não chega a ser um problema para Romero Britto visto que sua obra é extremamente rasa e sem qualquer sentido político, sendo um artista tão medíocre a ponto de se aliar a um inimigo declarado da cultura.

Desta forma, cultura deve ser usada mais do que nunca pelos artistas como instrumento político contra a direita e os que querem o fim de toda expressão cultural verdadeira e independente. Para isto é imprescindível que toda expressão cultural seja em apoio e para reforçar a mobilização da classe operária e dos demais explorados pelo regime capitalista para a derrubada da burguesia e por um governo operário onde a arte possa ser genuína.

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