O que falam para atacar Lula: Aldo Rebelo diz que governo do qual fez parte é de direita

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Durante toda sua história após a ditadura militar, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), que ressurgiu do partido tradicional do regime militar, MDB (atual PMDB), sempre agiu como um parasita oportunista do PT. Porém, ao contrário do que acreditam, a aliança do PCdoB com o PT nunca foi um fator que pressionou este último à esquerda. Muito pelo contrário, o PCdoB era o delegado da burguesia para conter a política de esquerda do partido que surgiu das lutas operárias nos 70 e 80.

Aldo Rebelo, tradicional membro do PCdoB e agora no partido de direita golpista Solidariedade, que foi ministro tanto do governo Dilma quanto o de Lula, se pronunciou dizendo que “o governo Lula [do qual ele fez parte] nunca foi de esquerda”, claramente procurando apresentar ele mesmo como o principal representante da esquerda. A colocação de Aldo é absolutamente explicável diante de seu posicionamento de candidato abutre. Aldo é tão oportunista que se aliou com os golpistas para atacar Lula e o PT, e ainda assim se apresenta como um indivíduo de esquerda.

O caráter direitista de Rebelo fica explícito quando, em seu discurso na Frente Nacional de Prefeitos (FNP), onde participaram todos os presidenciáveis (menos, o principal candidato do povo, Lula, que está encarcerado em solitária pelos golpistas), imitou Ciro Gomes e falou contra a polarização causada pelo golpe de estado. O ex-ministro disse que a divisão entre esquerda e direita “É artificial e não consegue nem explicar e nem propor uma saída para o Brasil. Há uma agenda que é capaz de unir forças amplas que estão naturalmente acima deste espectro ideológico que muitas vezes tem dividido uma parte da sociedade. A saída para o país pode e deve reunir amplas forças políticas, sociais, econômicas.”

Ou seja, para ele, o problema no atual momento não é o golpe, mas sim um projeto político que – que diga-se de passagem, ele está articulando com os setores golpistas da sociedade.

Sobre Lula, Aldo disse que iria deixar o assunto para os advogados, e que se Lula “não for candidato, a eleição vai acontecer do mesmo jeito. Então vão ter outras que devem debater os rumos do Brasil.” Para deixar explícito seu caráter oportunista, disse: “Vice não é uma meta. Então a nossa candidatura é a presidente da República.”

A conclusão é que esse pelego, capacho dos golpistas, foi devidamente vaiado durante sua fala no ato de 1° de Maio em Curitiba.