Crise mundial
Novos conflitos estouram na fronteira do Irã, a crise apenas se aprofunda na região.
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Uma nova guerra? | Reuters

No último domingo (27) novos confrontos entre a Armênia e o Azerbaijão estouraram na região de Nagorno-Karabakh, na fronteira entre os dois país.

Ambos os governos já declararam lei marcial, preparando suas populações para uma eventual guerra. Cerca de 50 pessoas já morreram.

Os conflitos na região remetem a um período antes da União Soviética, federação que foi responsável por incorporar o território dos dois países por cerca de 70 anos. A República de Nagorno-Karabakh, ou Artsakh, como também é conhecida, é um território independente desde 1991, e não é reconhecido por nenhum país na ONU.

Esta região onde estoura o conflito tem cerca de 150 mil pessoas, onde 95% é de origem armênia, no entanto fez parte da República do Azerbaijão, durante o período soviético. A última vez que eclodiu uma guerra entre os dois países foi no período de dissolução da URSS, morrendo mais de 30 mil pessoas.

Os turcos se posicionaram ao lado do Azerbaijão, no entanto o Irã, se mantem neutro até o momento na disputa. Este, por sinal, pode ser uma peça chave em toda esta crise. O país persa faz fronteira com os outros dois países, e está sendo alvo direto de brutais ataques do imperialismo.

Se por um lado do seu território o imperialismo força sua presença no Líbano e Israel, por outro um conflito estoura deixando já dezenas de mortos, uma onda de guerras e crise em torno de todo território iraniano. Para o imperialismo, os conflitos regionais sempre envolvem algum interesse em específico. Seja para atacar o país mais importante da região, o Irã, seja para travar uma luta por recursos econômicos locais.

É histórico a presença de países como EUA, França, Inglaterra e Alemanha nestes confrontos de características regionais. Muitas vezes representando lados opostos, mas com o mesmo interesse econômico envolvido.

Por enquanto, o conflito entre Armênia e Azerbaijão encontra-se em um impasse. Não sabe-se se irá desenvolver-se em uma guerra aberta – o que pode envolver outros países – ou se irá terminar sem um grande confronto. Independente do que aconteça, esta é mais um reflexo da crise mundial do capitalismo e total desagregação da sociedade.

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