Antônio Carlos Silva

João Caproni Pimenta

Sobre o João

João Jorge Caproni Pimenta é estudante de Letras da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). Militante do Partido da Causa Operária (PCO) e coordenador da Aliança da Juventude Revolucionária (AJR).

Iniciou sua militância política e estudantil em Junho de 2013, quando a juventude e os trabalhadores realizaram uma grande mobilização contra o governo do Estado de São Paulo, então liderado por Geraldo Alckmin (PSDB).

Responsável pela Agitação e Propaganda do PCO, João Caproni Pimenta é editor do Diário Causa Operária e da Causa Operária TV. Também é colunista do Jornal Causa Operária e co-autor do livro “A Era da Censura das Massas”, junto com Rui Costa Pimenta, presidente do Partido.

Por que somos trotskistas

O que é o Trotskismo e por que o reivindicamos

A biografia de Trótski e sua ideologia não se parecem com a esquerda pequeno-burguesa; elas, no entanto, encontram um herdeiro legítimo no nosso Partido

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram

Por que somos trotskistas? Esta é uma pergunta que as pessoas fazem aos militantes do PCO a cada momento. É uma pergunta válida, afinal o PCO não se parece com o resto dos “trotskistas” do Brasil, muito menos com os stalinistas.

Para muitos, é estranho ver que o PCO defende a Venezuela, Cuba e Coreia. Os supostos trotskistas têm uma posição imperialista neste quesito. É ainda mais estranho ver que o PCO despreza o direitismo semi-anarquista que é a política identitária – a esquerda identitária – enquanto os stalinistas têm amor à coisa.

Muitos pensam, por influência dessa esquerda de apartamento, como correntes do PSOL e o PSTU, que Trótski era um almofadinha na URSS, irritado com o “autoritarismo” de Stálin. Pensam, ao ver as críticas destes partidos pequeno-burgueses, que ser trotskista é ser contra a União Soviética. Isto não poderia estar mais longe da realidade.

Não nos parecemos nem um pouco com a esquerda “trotskista” pois ela não é trotskista. Ela é uma esquerda de classe média com ideias liberais-imperialistas. Ela é a antítese do que acreditamos e queremos. A IV Internacional após a morte de Trótski se desmontou e o que sobrou não se parece nada com ele.

Mas é importante este debate hoje, sobre trotskismo e stalinismo? Sim, é muito importante. Não se trata de um debate historiográfico, de definir quem estava certo quase cem anos atrás. Trata-se de resolver várias polêmicas que marcaram a história do movimento comunista, que nos perseguem até hoje. O debate vai desde uma disputa sobre qual é a natureza do Estado Operário, como ele deveria funcionar, até como fazer a revolução, como enfrentar o fascismo, no debate sobre colaborar com a burguesia ou não.

Como seguidores de Leon Trótski, nós defendemos as ideias de Marx, Engels, Lênin e defendemos o programa histórico dos comunistas. As inovações que Lênin e Trótski apresentaram no campo teórico e estratégico foram apenas uma pequena atualização em questões menores do marxismo. Neste sentido, ser trotskista é ser o comunista nos dias de hoje. Vamos explicar brevemente alguns pontos que definem posições nossas, e do trotskismo.

  1. Defendemos que o proletariado é a classe que fará a revolução, que a revolução proletária deverá, em países atrasados, promover simultaneamente o desenvolvimento de tarefas do capitalismo e do socialismo, de uma só vez. Isto foi o que fez Lênin, que garantiu direito ao voto, reforma agrária e outras tarefas do capitalismo enquanto expropriou a burguesia, uma tarefa do socialismo.
  2. Defendemos a teoria do imperialismo de Lênin. Completando-a: o desenvolvimento dentro dos países pobres é desigual e combinado. Há cidades no Brasil que parecem, em vários aspectos, cidades de países desenvolvidos, como São Paulo e Rio de Janeiro. Nestes lugares, as fábricas funcionam como em países ricos. Há lugares no País que parecem o Afeganistão. Isto cria uma contradição: o proletariado dos grandes centros é forte como o de um país desenvolvido, a burguesia de conjunto, que se sustenta no atraso nacional, é fraca.
  3. Esta disparidade entre a classe proletária facilita a revolução em países atrasados, ainda que dificulte o seu desenvolvimento em seguida da revolução, por conta do atraso nacional. Isto está provado pelas revoluções que ocorreram no século XX. Apenas ocorreram em países pobres, e nunca alcançaram os países capitalistas em desenvolvimento tecnológico geral. Estes três pontos são centrais para a chamada teoria da Revolução Permanente.
  4. Acreditamos que o socialismo, como Marx e Lênin nos ensinaram, é um estado de capacidade produtiva superior ao do capitalismo. Que a reorganização destas relações de produção é apenas possível de forma total num marco internacional. O capitalismo é um sistema internacional de produção. Napoleão, através da baioneta, tornou o capitalismo internacional, a União Soviética não conseguiu o mesmo com o socialismo. Lênin concordava com isso, por isso no congresso do Partido em 1918 disse: “a revolução na Europa é a nossa salvação”.
  5. Defendemos que a União Soviética nunca atingiu o socialismo. Que foi freado num estado transitório, contraditório. Onde a relação de produção é socialista, ou quase, mas a capacidade do país não é a de um país socialista, não é nem de um país capitalista pleno. Veja que a URSS nunca chegou ao nível dos EUA, ou da Alemanha, e França, Japão levando em conta a proporcionalidade de tamanho dos países.
  6. Defendemos a ditadura proletária seja ela na URSS, em Cuba, Coreia, ou em qualquer outro lugar, incondicionalmente. Defender o regime da ditadura do proletariado sobre a burguesia não significa defender a política de governos destes países, com os quais temos concordâncias e discordâncias. A classe operária não é o seu governo em lugar algum. A sua ditadura também não é a ditadura de nenhuma camarilha ou indivíduo.
  7. Mantemos que o governo de Stálin era uma ditadura cruel, e que a ditadura de Stálin foi, fora exceções episódicas, uma ditadura contra o regime da ditadura do proletariado. Denunciamos que uma burocracia, um setor da classe média e outras classes, expropriou o controle político da União Soviética deixando um país que economicamente o trabalhador governava, pois não havia propriedade privada, mas em que a administração desta propriedade e da política do país havia sido roubada.
  8. Não defendemos uma democracia genérica na URSS. Há momentos e momentos na luta. O governo de Lênin foi como o de Robespierre, sangrento, numa guerra interminável para acabar com a resistência da burguesia. Trótski, pela maior parte do tempo, foi o executor da guilhotina bolchevique.
  9. O terror bolchevique de Lênin era contra a classe dominante e em defesa da revolução. O terror de Stalin era contra o povo e o partido, para manter uma ditadura contrarrevolucionária.
  10. Seguindo a tradição de Lênin, defendemos que o partido da classe operária, em países capitalistas, não deve participar de governos burgueses mesmo de esquerda. O proletariado deve ser independente. Nos opomos às frentes amplas, populares ou qualquer outra forma de colaboração de classes.
  11. Defendemos, frente a uma ameaça do fascismo e da direita, o dever de unificar as correntes populares da esquerda numa frente única de ação da classe trabalhadora contra o fascismo. Defendemos unidade na hora de agir contra a direita nas ruas, mas nunca uma unidade de programa e ideias com a esquerda capitalista. “Marchar separados, atacar juntos”, disse Trótski. 
  12. Defendemos, como Trótski e Lênin, que o proletariado tenha todos os direitos políticos e democráticos possíveis sob o capitalismo. Defendemos estes direitos incondicionalmente. Quanto mais fraco for o Estado, mais rapidamente a revolução virá.
  13. Defendemos a autodefesa das massas, a formação de comitês operários para defesa, num grande movimento de luta contra a direita e o fascismo. Defendemos o armamento do povo, sem o qual não há revolução.
  14. Defendemos um partido comunista, revolucionário. Que fale abertamente a que veio, que defenda a revolução proletária como a de Lênin e Trótski. Defendemos o centralismo-democrático, um partido governado pela sua militância, uma militância que seja parte do movimento de massas. O lema organizativo neste sentido é: democracia na decisão, unidade total de ação. 

Para os que não conhecem Trótski e pensam nele como um liberal do PSOL com um gosto desproporcional pelo movimento hippie e entorpecentes, é preciso alguns fatos históricos. Veja alguns detalhes sobre ele:

  1. Trótski era um líder de massas e um grande orador. Ele foi presidente do Soviete de Petrogrado durante as revoluções de 1905 e 1917. Durante 1917 ele era considerado o maior orador da revolução. Sendo enviado para os locais mais difíceis para convencer os operários da insurreição.
  2. Ele era um jovem revolucionário. Começou a militar na clandestinidade com menos de 18 anos, aos 19 ajudou a formar o Sindicato de Trabalhadores do Sul da Rússia, ele foi preso nesta idade, passando o resto da vida como militante revolucionário.   Vai se tornar líder do Soviete na revolução de 1905 com apenas 26 anos de idade. Ele era, na prática, o líder desta revolução. Em 1917 tinha apenas 38 anos, e foi peça chave da insurreição.
  3. Da revolução até a morte de Lênin, a direita se refere aos bolcheviques com a frequente frase: “Lênin e Trótski”. Ele era o braço direito de Lênin durante este período todo.
  4. Trótski é considerado como o arquiteto prático da revolução; no momento em que a coisa é decidida, é ele que assume a sua execução.
  5. Ao tomar o poder ele é encarregado de negociar a paz com os alemães, a tarefa mais importante daquele momento.
  6. Ao negociar a Paz com os alemães, começa a guerra civil. Trótski é escolhido para formar o exército e comandar o esforço de guerra. É a nova tarefa mais importante do momento.
  7. Ele fundou o Exército Vermelho com 5 milhões de homens a partir do nada. Cria uma nova forma de agitação de guerra. Sua tática militar combinava pura tática militar, agitação interna com as tropas e uma campanha entre a população. O Exército Vermelho vai derrotar exércitos russos e de 14 países estrangeiros. É um milagre militar.
  8. Em seu testamento, Lênin faz críticas a vários membros do partido, propõe tirar Stálin da Secretaria Geral, critica Trótski também: diz que ele é muito auto-confiante e às vezes muito zeloso com a questão organizativa em lugar de algumas questões políticas. Ele também, no entanto, o declara o mais capaz dentro do Comitê Central.
  9. Para muitos ele era o sucessor natural de Lênin. Ele vai, depois, reconhecer que Lênin estava integralmente correto nestas críticas, ele diz que considerava Lênin seu professor, ele discordava de tempos, como todo bom aluno era crítico e livre-pensante, mas acaba reconhecendo a realidade sem reservas.
  10. Ele era uma pessoa extremamente rígida e metódica. Relatos da época contam que o Comissariado da Guerra era o ministério mais organizado da União Soviética, que seu trabalho organizativo era invejável, contam que ele nem gostava que se fumasse em reuniões.
  11. Trótski durante a guerra civil assinou milhares de ordens de fuzilamento de soldados e oficiais de patente do próprio exército. Ele não as assinava de graça, mas não hesitou em usar a ferramenta da corte marcial durante a guerra. Eles tinham pouca tolerância para deserções, saques, abusos e outras medidas tradicionais de exércitos com a população local.
  12. Em determinado ponto ele estabeleceu a pena de morte para quem desse informes falsos de que regimentos haviam sido corajosos onde haviam sido covardes. Ele era um inimigo da falsificação. Ele acreditava que era preciso dizer a verdade, por mais dura que fosse, para ter autoridade para falar qualquer coisa.
  13. Em determinado momento, como comandante de todo o exército, ele lidera um ataque à cavalo, levantando o moral da tropa, sendo neste sentido, era um homem de coragem e liderança pelo exemplo.
  14.  Ele era considerado, curiosamente, por Stálin e seus apoiadores, muito rude e rígido, Stálin seria o “conciliador”. As farsas quando vistas de longe são muito absurdas.
  15. Diante da ditadura de Stálin, ele propõe convocar um congresso, sua visão era que o partido tinha que ser chamado ao debate, ele acreditava na militância, no partido e no seu espírito revolucionário acima de tudo. Os stalinistas negaram o chamado à militância.
  16. Ele foi expulso do Partido, exilado, seus aliados foram presos e torturados. Até 1933, 6 anos após sua expulsão, ele exige que seja respeitado o centralismo democrático, algo que ele considerava sagrado, exige que Stálin reconheça a oposição como parte do partido, que ela seguisse a política da maioria, mas que eles tivessem direito de debater as posições e tentar convencer a maioria, isto foi negado. Ele era, antes de tudo, um homem de partido.
  17. Ele rompe após pensar que o partido seria incorrigível por dentro, não se mexendo depois do desastre da subida de Hitler. Que seria preciso fazê-lo por fora. Sua lealdade final era, no entanto, com a classe operária. Se o partido não iria lutar por ela de forma alguma, era preciso outro partido.
  18. No final da sua vida, ele tem atritos grandes no movimento trotskista por que um setor achava que não deveria defender a União Soviética incondicionalmente. Ele leva o debate às últimas consequências, rompendo com este setor. Detalhe: Stálin havia tentado matá-lo mais de uma vez, matou seu filho, levou sua filha ao suicídio, fuzilou seus companheiros de partido e havia julgado Trótski em absentia, condenando-o à morte, como contarrevolucionário. Ele nunca mudou de posição, sempre foi crítico de Stálin, mas a defesa da revolução era inegociável e sua ideologia não estava sujeita a mudanças de natureza moral ou emocional.
  19. Ele foi assassinado por Stálin após 13 anos de exílio. É, para nós, o maior mártir da luta comunista.
  20. Em seu túmulo hoje, estão a bandeira da União Soviética e a foice e o martelo, um símbolo da sua vida.

O trotskismo é o marxismo dos dias de hoje. Seu arcabouço teórico é apropriado para as tarefas do proletariado, é científico, coerente. A história de Trótski é um exemplo para todos os revolucionários. A envergadura da sua luta e importância histórica dela tornam imperativo reivindicar esta bandeira para todos os revolucionários. A biografia de Trótski e sua ideologia não parecem com a esquerda pequeno-burguesa; elas, no entanto, encontram um herdeiro legítimo no nosso Partido. Deixo aqui um trecho bem bonito de uma análise feita por Pierre Broué sobre o quadro da União Soviética em 1932-1933, que mostrava que Trótski era visto por operários revolucionários como um símbolo do que realmente deveria ser a União Soviética:

Estas não eram frases vazias (sobre a reorganização da oposição dentro da União Soviética). O isolamento da Oposição de Esquerda estava chegando a um fim, depois de anos de repressão severa. Era evidentemente um fenômeno de primeira importância – e um que, compreensivelmente, os historiadores da era Kruschev foram cuidados para não revelar – que Velhos Bolcheviques, que eram autênticos stalinistas, tinham tirado suas conclusões e, daquele momento em diante, estava se voltando para uma aliança com os trotskistas. Tal fenômeno era inconcebível sem uma pressão da massa de trabalhadores; é precisamente isso que a correspondência (dos trotskistas) e o Boletim da Oposição (Publicação dos trotskistas) estavam acumulando informação para qualquer um que soubesse recolhê-la.

Em uma carta de setembro de 1932, fala de greves com ocupação nos Urais. Outra, em agosto, fala de greves e manifestações de rua em Ivanovo-Vosnesensk, onde Kaganovich e Molotov salvaram a situação sacrificando bodes expiatórios locais à fúria dos trabalhadores. Durante os meses finais de 1932, as cartas da URSS para o boletim davam mais e mais exemplos. Mais de 100 trabalhadores foram presos na fábrica Amo (Fábrica de Automóveis grande em Moscou) depois que panfletos da oposição haviam sido distribuídos, e muitas dúzias em Charkopodshinsk, na fábrica Calibri, e na planta Báltica em Leningrado. Um panfleto (não feito pela oposição) foi distribuído numa fábrica em Kovrov, ele adotou os slogans da Oposição.

Durante uma comemoração de Outubro (da Revolução), numa fábrica que produzia freios, um retrato de Stálin havia sido colocado, ele rapidamente foi trocado por um de Trótski. O editorial de jornal-mural colocado na fábrica Trabalho Proletário de 22 de janeiro de 1933, falando da morte de Lênin, foi feito inteiramente de extratos de artigos de Trótski.

Broué era um militante do trotskismo, há coisas questionáveis em suas colocações, mas estas aqui são corretas ao ver deste colunista. Sua pesquisa, tirada de correspondências da época, arquivos da futura KGB, e outras coisas pintam um quadro tocante. O povo russo, diante de uma ditadura implacável, censura desmedida, assassinatos, tortura, prisões e desaparecimento, dava estes gritos de protestos. Era arriscar a vida citar Trótski, levantar seu retrato era sucídio. Ler um panfleto da Oposição, que dirá distribuí-lo, era crime. Isso demonstra a força da política deles, a força que a política correta têm, mesmo nas piores situações. O próprio Broué explica bem corretamente por que a coisa não andou para frente. Em janeiro de 1933, Hitler chega ao poder e esmaga a classe operária alemã. Com a guerra se avizinhando, uma forte guinada à direita internacionalmente, a oposição perdeu força. Stálin se fortaleceu, muitos adotaram uma política errada de unidade. Stálin iria cumprir um papel importante para Hitler na primeira parte da guerra: garantir o front oriental para os nazistas. Isso permitirá que a expansão nazista seja muito ampla e rápida num primeiro momento. A invasão da Rússia seria muito mais dura por conta disso, a política errada custaria milhões de vidas.

Trótski sempre disse que o fracasso de Stálin na condução do movimento internacional enfraquecia, paradoxalmente, a oposição a ele. A oposição se sustentava na classe operária, cada um destes fracassos, principalmente o alemão, enfraquecia mais a classe.

Somos trotskistas porque somos comunistas, defendemos a revolução proletária. Rejeitamos o stalinismo pela sua natureza contrarrevolucionária e, de fato, anticomunista. Diferenciamo-nos dos “trotskistas” do Brasil, pois somos defendemos o legado de Leon Trótski e não aceitamos imitações baratas.

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram

A você que chegou até aqui,

agradecemos muito por depositar sua confiança no nosso jornalismo e aproveitamos para fazer um pequeno pedido.

O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

Diferentemente de outros portais, mesmo os progressistas, você não verá anúncios pagos aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos de maneira intransigente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Trabalhamos dia e noite para que o DCO cresça, se desenvolva e seja lido pelas amplas massas da população. A independência em relação à burguesia é condição para o sucesso desta empreitada. Mas o apoio financeiro daqueles que entendem a necessidade de uma imprensa vermelha, revolucionária e operária, também o é.  

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com valores a partir R$ 20,00. Obrigado.

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.