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Em texto chamado “Retomando o debate sobre o conceito de imperialismo”, assinado por Bruno Lima Rocha no sítio do GGN, o autor, ao procurar explicar que o imperialismo é uma realidade, ou nas palavras dele, “existe, existe imperialismo e existem potências – no plural sim – imperialistas”, ao invés de resolver, confunde.

Seu esforço de esclarecer acaba esbarrando em uma confusão que perde de vista o verdadeiro conteúdo do que é o imperialismo e como consequência qual seria o método de luta para combate-lo.

A confusão encontra-se justamente quando o autor define o conceito de imperialismo. Lênin, que no início do século XX escreveu seu livro Imperialismo, fase superior do capitalismo, definiu de maneira definitiva o conceito. Ali, estão explicadas as principais características do imperialismo, como o predomínio do capital financeiro e dos monopólios e a partilha do mundo entre as grandes potências capitalistas. Segundo ele, essa partilha do mundo é definitiva “não no sentido de ser impossível reparti-lo de novo ‘pelo contrário, novas partilhas são possíveis e inevitáveis’, mas no sentido de que a política colonial dos países capitalistas já completou a conquista de todas as terras não ocupadas que havia no nosso planeta.”

Lênin explica que o desenvolvimento do capitalismo chegou ao seu ápice e que a fase imperialista é seu declínio, mais especificamente “agonizante”. Daí concluiu-se duas coisas essenciais: 1) O imperialismo é a fase de transição para um novo sistema econômico, o socialismo; 2) o clube das grandes potências imperialistas está fechado, pela sua própria característica, o sistema capitalista não permite o aparecimento de novas potências, que são aqueles países de capitalismo avançado.

Essa segunda conclusão é a que nos interessa no momento. Bruno Lima Rocha em seu artigo não considera esse elemento básico do imperialismo. Para ele, esse clube não só não se fechou, como estaria sempre aberto para novas potências: “a União Soviética foi imperialista no Afeganistão, seguindo a trajetória da disputa imperial anglo-russa nesta mesma região.” E mais à frente continua: “hoje, EUA, China, Rússia e União Europeia (empatadas as últimas duas), Índia, Irã e Turquia em segundo plano, podem exercer pressões em alguma escala, gerando excedentes de poder de modo a violar soberanias e internalizar interesses externos para além de suas fronteiras e áreas de influência direta. Por seu peso relativo, podemos  incluir sem dúvida alguma a Israel e Arábia Saudita nesta lista também.”

Segundo o colunista do GGN, vários países teriam ingressado no clube. Até mesmo países de capitalismo notavelmente atrasado estariam entre os “imperialismos”. Essa ideia confunde completamente e impede que situemos a posição que os trabalhadores deveriam tomar na luta de classes mundial. Se a Rússia de hoje – assim como a URSS de ontem – é imperialista, como deveríamos nos colocar diante das agressões norte-americanas. Uma posição de “neutralidade” seria a resposta necessária. O mesmo aconteceria se China, Irã e Turquia entrassem em conflito com os Estados Unidos ou alguma potência europeia.

Tal ideia serve apenas para que não nos posicionemos corretamente diante das agressões imperialistas sobre os países atrasados, ou sendo mais específico, sobre as colônias.

Não é porque o imperialismo está nitidamente debilitado, resultado inevitável da crise capitalista, que os conflitos resultante da política defensiva dos países atrasados colocam-nos em pé de igualdade com as potências imperialistas. Por mais agressiva que possa parecer a política da China e da Rússia, por exemplo, na realidade ela não é nada mais do que uma defesa de suas posições de países coloniais e/ou oprimidos.

Confundir tal problema essencial é jogar areia nos olhos dos trabalhadores na luta contra as agressões imperialistas no mundo todo. Tal luta é a essência da luta de classes em todos os países e portanto determinante para uma política correta.

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