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Fascista!

A palavra sai com facilidade dos teclados em redes sociais, em fóruns de discussão, em listas de e-mail. Vocifera-se Fascista! em discussões de bar, nos jantares de Natal. Chamar alguém ou algum movimento de fascista ou de nazista tornou-se lugar comum, quase um xingamento qualquer, como idiota ou imbecil. Mike Godwin, em 1994, chegou a formular uma regra que viria a ser conhecida como Lei de Godwin, segundo a qual “À medida que uma discussão online se alonga, a probabilidade de surgir uma comparação envolvendo Adolf Hitler ou os nazistas tende a 100%”.

É evidente que tal uso acabou por esvaziar a expressão de sentido. E você, sabe o que é fascismo?

Venha aprender na 43ª Universidade de Férias do PCO, de 12 a 26 de janeiro de 2019: o mais tradicional e mais prestigiado curso marxista do Brasil. Seu tema será Fascismo: o que é? Como combatê-lo? Além da atividade didática e política, é uma oportunidade de convívio, de estreitamento de laços sociais e de lazer para toda a família e amigos. São diversas atividades coletivas e colaborativas num ambiente de descontraída camaradagem.

Mas e quanto ao fascismo?

O fascismo foi o nome de um movimento político bem específico de extrema-direita, fundado por Benito Mussolini na Itália em 1922, e passou a denominar também todos os movimentos análogos que grassaram no mundo entre as duas grandes guerras, como o Nazismo de Adolf Hitler na Alemanha ou o Integralismo de Plínio Salgado no Brasil. Como qualquer movimento de extrema-direita, o fascismo provém de setores descontentes da burguesia, quando o imperialismo entra em crise.

Começa por arregimentar pela via moral elementos da pequena-burguesia com motivos de ordem moral excludentes, maniqueístas, que visam a “separar o joio do trigo”, como a “luta contra a corrupção”, a “luta pela limpeza étnica”, a “luta pela retomada de valores religiosos” etc.. Define-se então um “inimigo comum” a todos: o comunismo, o judaísmo, os negros, os nordestinos, os esquerdistas etc. Estabelecido o alvo, promove-se então uma campanha de exclusão, perseguição e extermínio desses grupos. Para tanto, a pequena-burguesia serve como correia de transmissão para a arregimentação de setores mais desfavorecidos e desorganizados do proletariado – ou lumpen-proletariado – que encontram redenção nesse novo agrupamento e acabam por servir de massa de manobra da direita.

E qual a importância de entender o que é o fascismo hoje, no Brasil?

Com a crise global do capitalismo, iniciada na década de 1970 e agravada a partir de 2008, foi consequência natural a ascensão da extrema-direita em todo o Ocidente. De Trump nos Estados Unidos, passando pelo Brexit inglês a Marine Le Pen na Europa. No Brasil, a nova ascensão da extrema-direita começou promovida não por setores descontentes da burguesia mas pelo próprio núcleo duro do imperialismo. Banqueiros internacionais financiaram a criação de grupos como o Movimento Brasil Livre (MBL), o Revoltados Online ou o Vem pra Rua no bojo das manifestações de junho de 2013. Foram esses grupos que promoveram os atos artificiais de rua que ajudaram a levar a cabo o passo mais decisivo do golpe de Estado hoje em curso no Brasil: o impeachment de Dilma Rousseff em 2016.

Esses grupos foram usados como tropas de choque da direita durante o governo Temer, invadindo atos de esquerda e promovendo ataques sistemáticos contra os movimentos populares por meio de seus representantes, como Kim Kataguiri ou Fernando Holiday – o vereador com nome de garoto de programa. Seus ídolos, como Sérgio Moro – o “Mussolini de Maringá” –, vêm promovendo uma verdadeira caçada judicial ao PT e a Luiz Inácio Lula da Silva – hoje encarcerado numa masmorra de Curitiba.

Não demorou para que também voltassem a levantar a cabeça os “fascistas de raiz”, as viúvas do regime militar que ainda chamam a ditadura de “revolução” e idolatram torturadores e assassinos em grupos como o Terrorismo nunca mais (Tenuma). É dessa cepa que brotaram figuras grotescas como o deputado Jair Bolsonaro (PSL), em vias de ser elevado a presidente da República por meio de um processo eleitoral fraudado conduzido pelos golpistas.

Bolsonaro é um fascista declarado: defende a discriminação de negros, mulheres e homossexuais, prega abertamente a perseguição, prisão e extermínio das organizações populares e de suas lideranças, diz que vai extinguir o comunismo do Brasil. Como parlamentar, seu feito mais marcante foi ter declarado seu voto pelo impeachment de 2016 como uma homenagem à “memória de Carlos Alberto Brilhante Ustra, o terror de Dilma Rousseff” – o maior e mais cruel torturador à frente das forças de repressão durante a década de 1970.

O fascismo histriônico de Bolsonaro et caterva pode tornar-se fascismo de Estado. É o que promete o Poder Judiciário, por exemplo, quando como no dia 25 de outubro último, quando o Tribunal Superior Eleitoral coordenou batidas policiais em mais de 35 universidades de todo o Brasil para reprimir manifestações pela democracia e contra o fascismo, alegando tratar-se de propaganda eleitoral ilegal.

Mas como dar combate ao fascismo? Como proteger os movimentos populares dos ataques das violentas hordas convocadas para a opressão da esquerda? Como combater o fascismo de Estado que pretende instalar-se com a posse de Jair Bolsonaro? Essas e outras questões serão expostas sistematicamente e discutidas na 43ª Universidade de Férias! Venha participar conosco!


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