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Cinema
O que 1900, de Bertolucci, tem a nos dizer em 2020?
Como foram formadas as milícias fascistas no século passado, do ponto de vista dos camponeses e da classe operária
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Cinema
O que 1900, de Bertolucci, tem a nos dizer em 2020?
Como foram formadas as milícias fascistas no século passado, do ponto de vista dos camponeses e da classe operária
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Cena de 1900 em que aparecem o camponês, o capataz e o pequeno burguês. Foto reprodução

Hoje farei uma coluna um pouco diferente, fruto de uma nova empreitada aqui no DCO. A partir de então, farei pequenas resenhas de filmes, no sentido de formar um guia de filmes, utilizando da bagagem do programa Cine Clube Luis Buñuel, na Causa Operária TV.

O primeiro filme será 1900 (Novecento), de Bernardo Bertolucci, que retrata um período sombrio do século passado, mostra a ascenção e queda do fascismo na Itália de um ponto de vista dos camponeses e da classe operária.

Na história, um dos aspectos cruciais, no entanto, é justamente a formação das milícias fascistas, através do financiamento direto dos capitalistas e latifundiários, que identificaram as dificuldades das forças de repressão regulares, como a polícia e as forças armadas, e lançaram mão da criação de um exército próprio seu.

Isso porque a burguesia necessitou da atuação de uma entidade por fora do Estado, que tivesse uma composição mais ideológica e fosse capaz de agir prontamente, por fora da burocracia estatal tradicional.

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Estes aspectos é o que consigo revelar sem entrar propriamente nos detalhes do filme.

O que acho significativo, no entanto, é o que o filme tem a nos dizer que se encaixa nos problemas dos nossos dias atuais, da luta contra o fascismo, que mais uma vez procura levantar a cabeça no mundo.

E bem, é um primeira análise, mais introdutória, para servir como um guia de filmes que pretendo contribuir aqui no DCO.

Na próxima coluna falarei sobre a parte 2 do filme de Bertolucci. Até lá, um bom exemplo da relação do filme com os tempos de hoje foi o ato que o PCO participou em Brasília, botando para correr os bolsonaristas dos “300”, que eram 16.

Emmanuel Lobo

Emmanuel Lobo



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