Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
aécio-e-campos-1900x900_c
|

O golpe de Estado de 2016 ajudou bastante a situar os partidos políticos dentro do regime. Antes, as diferenças entre as organizações de direita e as organizações de esquerda não estavam bem delineadas, bem como não estava tão claro quem realmente tinha vínculo com o movimento operário.

O golpe dividiu os partidos em basicamente duas categorias: os que participaram do golpe e os que lutaram contra. Há também aqueles que não apoiaram o golpe explicitamente, mas colaboraram com este, como no caso do PCdoB, que pediu que Dilma renunciasse, e da Frente Povo sem Medo, que se juntou aos golpistas para fazer campanha contra Dilma.

O PSB é um dos partidos cuja imagem foi bastante afetada pelo golpe. Afinal, o partido majoritariamente votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff. Além disso, seus governadores, como o de pernambucano Paulo Câmara, chegaram desonerar secretários apenas para que voltassem à Câmara e votasse a favor do impeachment.

Apesar da postura francamente golpista do PSB, a burguesia ainda faz um grande esforço para que este pareça um partido de esquerda. Isso, obviamente, é fundamental para a direita, pois, em tempos se grande impopularidade do regime, é vantajoso ter alguns pseudoesquerdistas no bolso. Tal caracterização, no entanto, é totalmente inaceitável.

O PSB não virou um partido direitista apenas em 2016. Por isso, a tese de que seus dirigentes estariam arrependidos do golpe é não apenas mentirosa como absurda. A história do partido mostra isso de maneira cristalina.

Se voltarmos quatro anos atrás, veremos o PSB tal qual é hoje: um partido direitista que tenta se passar por um partido popular para roubar votos do PT. Em 2014, o PSB rompeu com PT e lançou um candidato próprio à Presidência. Assim, o PSB, que chegou a ter ministros nos governos do PT, decidiu participar das eleições presidenciais justamente quando o PT tinha o maior risco de perder – no momento em que já se preparava o golpe de Estado. Qualquer semelhança com a candidatura de Manuela D’Ávila não é coincidência. No segundo turno, o Partido não hesitou em apoiar Aécio Neves.

Dois anos antes, o PSB teve outro rompimento importante com o PT. Em Recife, capital do Estado em que o PSB detinha maior força, infiltrados de Eduardo Campos – então presidente do PSB – provocaram uma crise interna dentro do Partido dos Trabalhadores. Como consequência, o PT foi enfraquecido para as eleições municipais e acabou sendo derrotado por Geraldo Julio, do PSB. O PSB estava junto ao PT em Recife desde 2000, tendo inclusive indicado o vice-prefeito em 2008. Qualquer semelhante com o golpe de Temer não é mera coincidência.

Em 2010, o PSB ajudou a eleger, pela primeira vez, um governador do PSDB no Paraná. O nome dele? Beto Richa, mais conhecido como Beto Hitler, especialmente após ter mandado a Polícia Militar massacrar os professores em greve.

Qualquer um que retroceda ainda mais na história, verá centenas ou talvez milhares de outros episódios de golpes, traições e vigarices do PSB. Seu caráter reacionário, no entanto, esteve presente desde o momento de sua fundação.

Fundado em 1947, o PSB surgiu como um adversário do governo de Getúlio Vargas, que era um governo extremamente popular, é do PCB, que era o partido de esquerda mais popular do país. Embora tenha apresentado algumas teses marxistas em seu programa, o PSB sempre se colocou contra a revolução e chegou a perseguir alguns militantes.

Com a cassação do registro do PCB, no final dos anos 1940, o PSB deu abertura para que intelectuais e sindicalistas se aproximassem do partido. Contudo, no início dos anos 1950, o PSB começou a apoiar a candidatura de Jânio Quadros.

Após a expulsão dos apoiadores de Jânio Quadros, o PSB voltou a comportar militantes de esquerda em suas fileiras. Contudo, a ditadura militar acabou com o partido, que teve vários dirigentes presos e uma enorme imigração para o MDB.

A refundação do PSB, em 1985, se deu sobre as mesmas teses de seu programa em 1985: realizar transformações sociais sem a utilização de métodos revolucionários. Na prática, o programa centrista do PSB significou a indicação de Bisol, ex-PMDB e ex-PSDB, consolidando a política frentepopulista em detrimento de uma política revolucionária.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas