Crise Européia
Na Europa é “fique em casa” para o povo e dinheiro para as empresas.
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Berlin_BrandenburgerTor@covid19
Portão de Brandeburgo, importante centro turístico alemão, vazio durante o lockdown. | NbN09
Passado uma semana dos violentos protestos ocorridos na Itália contra a volta do lockdown, Alemanha, Bélgica e Inglaterra anunciam a retomada das medidas drásticas de isolamento e restrições de circulação. A medida é anunciada como uma contramedida ao aumento de casos de contágio e mortes decorrentes da pandemia de covid-19.

Nessa sexta feira (30/10), os governos de Bélgica e Alemanha anunciaram um novo lockdown. Na Bélgica, que tem segunda maior taxa de infecção da Europa, a medida valerá de 2 e 13 de novembro, já na Alemanha valerá por um mês podendo ser renovado ao final do período.

Na Inglaterra, Boris Jhonson anunciou nesse sábado (31/10) que a partir de 02 de novembro 56 milhões de cidadãos britânicos voltarão ao confinamento mais rígido. Ainda assim, na próxima quarta-feira a medida será discutida pelo parlamento.

Na Inglaterra, Bélgica, Itália e Alemanha serão paralisados os setores de turismo, gastronomia e atividade esportivas, a exemplo de França e Irlanda como citou o primeiro ministro inglês ao justificar a medida. Na Alemanha contudo, serão mantidas as competições esportivas profissionais, alguns setores comerciais e as escolas primarias, estas sob o pretexto de que crianças não se contaminam.

Merkel liberou imediatamente a quantia de um bilhão de Euros e garantiu que outros 10 bilhões já estão reservados, estes recursos não serão destinados aos trabalhadores é claro, mas para auxiliar as empresas afetadas a “amortecerem” a redução de vendas devido às restrições. O auxílio poderá compensar até 75% das perdas de autônomos e empresas com até 50 funcionários.

A Europa toda passa por uma profunda crise econômica e social agravada pela pandemia. Parte da esquerda brasileira aplaude a condução da crise na Europa, inclusive medidas antidemocráticas e unilaterais como o lockdown. Isso demonstra uma dependência da visão burguesa de como a crise deve ser enfrentada, além da incompreensão de que a população deveria ser envolvida nas tomadas de decisões. Se assim fosse, os onze bilhões de euros alemães destinados às empresas certamente teriam outro destino.

A pandemia tem sido usada em todo o mundo como um pretexto para endurecer a repressão contra a população. Na Europa os dias da política de bem estar social já vão longe e o que se vê é um acúmulo nas tensões sociais geradas pelo empobrecimento progressivo da população. Nesse momento em que a riqueza acumulada deveria ser destinada à população, fala-se em salvar empresas, como se esta fossem em última análise as geradoras de riqueza e não os trabalhadores que nelas atuam.

Este é aliás o motivo real do crescimento da extrema direita em todo o mundo, agravado pelo fato da esquerda mundial passar por um momento de crise, onde via de regra encontra-se integrada aos regimes políticos vigentes e sem apresentar as reivindicações revolucionárias que fazia outrora. Mas isso pode mudar, a crise profunda por que passa o capitalismo e a crise social dela decorrente produzirá seus efeitos na esquerda, o que poderá fortalecer a esquerda revolucionária.
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