Direita “civilizada”
Em pleno fim de ano, golpistas extinguem gratuidade do transporte para idosos de 60 a 65 anos, decretam restrições e aumentam salários do executivo e legislativo municipal
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2020.12.25 Doria e Covas
Doria e Covas, ambos do PSDB, governador e prefeito genocidas de São Paulo | Bruno Rocha/Fotoarena/Agência O Globo - 31.8.19
2020.12.25 Doria e Covas
Doria e Covas, ambos do PSDB, governador e prefeito genocidas de São Paulo | Bruno Rocha/Fotoarena/Agência O Globo - 31.8.19

Nos últimos dias do ano, próximo às festividades de Natal e Ano Novo, os tucanos João Doria e Bruno Covas, respectivamente governador e prefeito de São Paulo pelo PSDB, prepararam um presente especial para a população. Acabaram com o benefício da gratuidade para idosos de 60 a 65 anos no transporte coletivo foi extinto, diante de um aumento de 17,5% do preço dos alimentos, além disso Covas aumentou o próprio salário em 46%, bem como de seus secretários, dos vereadores e funcionários dos seus gabinetes. Doria, por sua vez, decretou o fechamento de São Paulo e foi tirar férias em Miami.

Nesta terça (22), Covas aprovou na Câmara Municipal de São Paulo projeto de lei para retirar o benefício de gratuidade no transporte coletivo para idosos de 60 a 65 anos. Um dia depois, na quarta (23), sancionou o texto. No mesmo dia, o governador do Estado, João Doria, publicou decreto no Diário Oficial suspendendo a regulamentação da lei estadual que permitia o benefício.

O benefício foi permitido a idosos a partir de 60 anos em 2013, como uma concessão dos governos municipal de Fernando Haddad (PT) e estadual de Geraldo Alckmin (PSDB), diante dos grandes protestos contra o aumento das passagens naquele ano, que resultaram nas Jornadas de Junho. Desta vez, aproveitando-se da paralisia da esquerda, Doria e Covas acabaram com o benefício, em plena pandemia.

Covas sancionou a aprovação da Câmara municipal aumentando os salários deles mesmo, do vice-prefeito, dos secretários municipais e dos auxiliares dos gabinetes dos vereadores a 30%. Um prêmio pelo trabalho sujo que desempenharam durante o ano executando uma política genocida contra os paulistanos.

De acordo com a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), maior central de abastecimento da América Latina, os preços dos alimentos subiram 15,9% em 2020. Quando comparado com base no período dos últimos 12 meses, entre novembro de 2019 e novembro de 2020, o aumento é ainda maior: 17,5%!

Para não ter o salário corroído, seria necessário os trabalhadores terem um reajuste em torno de 17,5%, para acompanhar o aumento dos preços dos alimentos, que ocupam boa parte do orçamento dos trabalhadores.

No entanto, o salário mínimo aprovado para 2021 pelo governo golpista de Bolsonaro foi de R$ 1.088,00, um reajuste de 4,11%, baseado na projeção do Ministério da Economia para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 2020. Desta forma, os trabalhadores perderão 11,8% a mais para comprar alimentos, no 3º ano sem aumento real do salário mínimo no País.

Mas não para por aí. Doria anunciou na terça (22) bandeira vermelha, classificação mais restritiva, entre 25 a 27 de dezembro e 1º a 3 de janeiro, durante as festas de Natal e de Ano Novo. No mesmo dia, Doria anunciou que tiraria férias de 10 dias e viajou para passar as festas em Miami, nos Estados Unidos. Ou seja, enquanto endurece as restrições e determina que os paulistas fiquem em casa no Natal e no Ano Novo, com o pretexto do aumento de infectados e mortes pela Covid-19, impedindo as pessoas de saírem de casa, o governador foi passear nos “esteites”. A situação foi tão grotesca, que o vice de Doria, Rodrigo Garcia (DEM) apareceu com coronavírus, o que deixou ainda pior a situação do tucano viajante, que diante da situação, anunciou seu retorno à capital paulista no mesmo dia.

Todos esses ataques e essa mentalidade de superioridade e desprezo pelo povo é aplicada por Doria e Covas sem nenhuma resposta da esquerda, que ido à reboque dessa direita dita “civilizada”. Vale lembrar que a esquerda se colocou ao lado de Doria em geral na questão do coronavírus, e mesmo na obrigatoriedade da vacina. O candidato do PSOL À prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, durante os debates com Covas, no 2º turno, disse que o atual prefeito era uma pessoa “ponderada”! Em seguida, após perder as eleições desejou “sorte” ao tucano.

Sorte para retirar a gratuidade do transporte coletivo dos idosos de 60 a 65 anos? Para aumentar o próprio salário em 46%? Sorte para manter a política genocida de mais de 45 mil mortos em São Paulo (45.758 no boletim de 24/12), sendo mais de 15 mil (15.367 no boletim de 24/12) só na capital?

Neste sentido, o presente de Natal que Doria e Covas endereçaram à população neste fim de ano, um verdadeiro crime contra os trabalhadores, ocorre com a conivência dos setores da esquerda que se dizem alternativa ao “BolsoDoria”, mas em São Paulo apoiam as medidas do governador fascista, reconhecem a vitória fraudulenta de Covas e no Congresso Nacional apoiam o candidato do bloco de Rodrigo Maia à presidência da Câmara (Baleia Rossi-MDB) junto com DEM, PSDB, PSL, Rede, Cidadania, PV, PDT e PSB.

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