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Mais uma propaganda eleitoral do PSDB para “combater” Bolsonaro

Cada vez maior!

O povo voltou às ruas por Fora Bolsonaro

Frente à explosão social que ocorre no país é preciso continuar a mobilização. Chamar novos atos, levando abaixo o regime golpista

Fora Bolsonaro e todos os golpistas! – Foto: Ronaldo Silva/Futura Press

As manifestações ocorridas neste sábado no Brasil e em diversos países do mundo contra o governo Bolsonaro e todo regime golpista representaram um importante marco para o desenvolvimento da luta da classe trabalhadora. Após um fundamental movimento no dia 29 de maio que colocou mais de 200 mil pessoas nas ruas mesmo com toda paralisia das direções da esquerda pequeno-burguesa, este dia 19 foi responsável por colocar, segundo balanço das principais organizações que estiveram presentes nas manifestações, cerca de 750 mil pessoas nas ruas. Ainda é um balanço inicial, é preciso analisar mais friamente. Porém, não há dúvida que os atos se espalharam ainda mais pelo País.

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Um passo adiante na derrubada do regime golpista

Os atos foram marcantes em todas as regiões do país, que viram manifestações em mais de 400 cidades, algumas chegando a duplicar de tamanho, demonstrando a explosividade da situação. Foram destaques atos como o de Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Salvador além de muitas outras cidades pelo país que levaram centenas de milhares às ruas.

Apenas estes citados foram responsáveis por levar às ruas mais pessoas do que toda a mobilização ocorrida no dia 29 de maio. Locais como o Rio de Janeiro e São Paulo, ocuparam todas as vias e mobilizaram por várias horas a população. Estes resultados apenas reforçam a ideia que estamos chegando em um momento de explosão social no país, contra o governo Bolsonaro, mas também, contra todo regime golpista de conjunto.

O caráter das manifestações nesse sentido não se alterou no que diz respeito ao avanço da consciência política das bases militantes. As direções mais uma vez não agiram, CUT, PT, PCdoB, UNE, UBES, entre outras, convocaram os atos de maneira tímida e não mobilizaram seu aparato para estas efetivamente agindo nas ruas, o que teria feito com que as mobilizações fossem várias vezes maiores do que as vistas neste fim de semana.

Descompasso entre as direções e as bases

Além disso, em muitos lugares algumas das direções da esquerda pequeno-burguesa, demonstrando estarem completamente desconectadas da realidade dos trabalhadores, decidiram cancelar as manifestações por motivos inexistentes. Foi o caso da manifestação em Florianópolis que foi cancelada simplesmente por que estava chovendo no horário. Ao mesmo tempo que a manifestação era cancelada a classe trabalhadora continuava a trabalhar no centro da cidade, demonstrando que apenas para estes setores pequeno-burgueses a política do “fique em casa” serve para alguma coisa.

Esta ação foi repetida em outras cidades de menor envergadura, deixando claro que a primeira oportunidade que as direções da esquerda pequeno-burguesas tiveram de suspender o movimento, elas o farão. Mostrou também que as manifestações só existem por causa de uma ampla pressão das bases partidárias. Mesmo em Florianópolis, onde o ato foi “oficialmente” cancelado, dezenas de militantes de todas as organizações da esquerda, chamados pelo PCO e pelo Bloco Vermelho, marcaram presença em um ato realizado no centro da cidade com o lema de que “faça chuva ou faça sol é preciso estar nas ruas”.

Contudo, em meio a esta situação um ponto positivo ficou à mostra. Em todo país os setores de base da esquerda adotaram a  política impulsionada pelo Partido da Causa Operária com os Blocos Vermelhos, e tornaram as manifestações muito mais vermelhas, com bandeiras, faixas, camisetas e muito mais. Foi um progresso evidente se comparado à manifestação anterior.

Além disso, representou um progresso na luta contra a infiltração direitista nas manifestações. Em lugares como São Paulo, figuras pagas pela burguesia foram vistas distribuindo bandeiras do Brasil e materiais verde e amarelos em uma clara campanha direitista que apenas existe graças à política capituladora de diversos setores da esquerda pequeno-burguesa que se colocam na defesa de uma frente ampla com os golpistas. Contudo, este pessoal foi rapidamente denunciado nas manifestações, e sobretudo naquelas onde o PCO se fazia presente em um grande bloco, não houve chance para a direita se infiltrar, pois a mobilização ficou tomada pelos materiais vermelhos produzidos pelo partido justamente para a manifestação deste sábado.

É necessário uma mobilização permanente nas ruas!

Foi uma vitória contra a direita fascista e também contra as direções paralisadas da esquerda pequeno-burguesa brasileira. As manifestações ocorreram em centenas de cidades e aumentaram até mesmo no exterior, onde atos expressivos em cidades como Nova York foram realizados, o que revela uma tendência cada vez maior à radicalização política de um amplo setor da sociedade brasileira oprimido pelo regime golpista.

Os setores de base dos partidos da esquerda estão cada vez mais à esquerda na mobilização. Na fala de Antônio Carlos, dirigente nacional do PCO, feita no ato em São Paulo, quando falou que os golpistas precisariam ser combatidos “na porrada”, a população presente vibrou com grande intensidade. Em meio a vários discursos vazios, o discurso feito pelo dirigente do PCO levantou os presentes que se empolgavam ainda mais com a ideia de avançar para cima dos fascistas e expulsá-los das ruas.

A fala de Antônio Carlos também deixou explícita a impopularidade da presença do verde e amarelo, das alianças com a direita “democrática” e também colocou mais uma vez que Lula é fundamental para as manifestações, seja sua presença nos atos, como também o seu fator mobilizador e sua candidatura que tornou-se a candidatura da luta contra todo o regime golpista.

Frente à explosão social que ocorre no país é preciso continuar a mobilização. Chamar novos atos e adotar uma política de mobilização permanente em todos os setores, levando abaixo o regime golpista.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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