O povo não terá dinheiro para o samba: Doria privatizou o Anhembi

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A Câmara de vereadores da cidade de São Paulo aprovou nesta quarta-feira (2) um projeto de lei que autoriza a privatização do complexo do Anhembi e da SPTuris.  Essa medida é parte programa “desestatização” aplicado pelo ex-prefeito João Doria e continuado pelo atual prefeito Bruno Covas, ambos do PSDB. O Anhembi deve ser vendido até setembro deste ano. Essa privatização juntamente com as outras que estão em andamento constituem um dos maiores crimes contra a cidade de São Paulo.

Localizado na zona norte da cidade, o complexo do Anhembi tem aproximadamente 400 mil metros quadrados, divididos em Pavilhão de exposições, Palácio de convenções e o popularmente conhecido sambódromo.  Espaço tradicional de grandes eventos na cidade, o Anhembi e o maior espaço contínuo para eventos da América do sul e abriga todos os anos, no polo Cultural e Esportivo Grande Otelo, mais conhecido como sambódromo do Anhembi, o Carnaval de São Paulo, bem como diversos outros mega  eventos. Não só toda esta estrutura será entregue ao capital privado, como o projeto de lei prevê possibilidade de aumentar em quatro vezes a área da Anhembi ao futuro proprietário.

Esse complexo é administrado pela SPturis (São Paulo Turismo) que também administra o autódromo de Interlagos, também este alvo de tentativa de privatização, além de ser responsável pelos grandes eventos da cidade como a Virada-Cultural e Esportiva, a parada gay e o tradicional réveillon na Paulista, dentre outros, assim como responsável pelos os programas de turismo da capital Paulista. A SPturis, que pertence a prefeitura, será vendida na bolsa de valores.

Cinicamente, João Doria afirmou que o pacote de privatizações seria benéfico porque desoneraria os cofres da prefeitura e geraria uma receita com as privatização. O presidente da SPTuris, Alcino Reis Rocha, afirmou, no entanto que as empresas não oneram a prefeitura já que não recebem nenhuma verba e mantém-se exclusivamente  com a prestação de serviço e locação de espaço. Já as receitas, fruto da privatização, são um engodo. Primeiro a privatização é uma espécie de doação, de transferência de recurso público ao capital privado, com preço muito abaixo do valor estimado, segundo que a dilapidação, a destruição  do patrimônio público típico do programa neoliberal é em si um forma de rebaixar drástica as condições de vidas população, gerando maior concentração de riqueza em um polo e extraordinária miséria em outro e logicamente, que a receita das privatizações não contribui em nada com a vida do povo, mas e revertido novamente a burguesia

Os 450 funcionários da SPTuris têm destino incerto com a venda da empresa.

Essas privatizações são crimes contra a cidade de São Paulo e toda a região metropolitana. Querem privar a população dos grandes eventos que fazem parte do dinamismo da cidade, incluindo ai o Carnaval, festa mais popular país. Logicamente que os grandes eventos gratuitos deixaram paulatinamente de existir, que os ingressos expulsaram os pobres da vida cultural e do lazer da cidade. O plano da direita é transformar São Paulo em uma cidade morta, cinza, silenciosa, onde a intensidade da luta de classes seja cada vez menos perceptível. De outro lado querem roubar todo o patrimônio público, tudo que de alguma maneira sirva aos interesses do povo.