O porte de armas não aumenta a violência contra a mulher

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O programa TV mulheres desse domingo desenvolveu o debate em defesa do armamento da população, particularmente, da classe trabalhadora, desfazendo as confusões tradicionais do tema e deixando patente que armar-se e organizar uma autodefesa independente da burguesia é a única forma de segurança tanto para as mulheres quanto para a classe trabalhadora de conjunto.

Primeiramente, é preciso considerar que a violência não é uma alternativa na sociedade capitalista, é o método com o qual a classe dominante mantém seu sistema de dominação. Isso implica no segundo ponto a se considerar: a polícia e os sistemas institucionais de “segurança”, são os braços armados da própria burguesia para reprimir, não para proteger. Nesse sentido, fica claro que para combater a violência existente contra os setores oprimidos, não se pode contar com o sistema armado dos setores opressores.

Armar as mulheres pela sua própria defesa e organizá-las em comitês de autodefesa, portanto, é o método indispensável para o combate do “feminicídio”, da violência doméstica, do estupro. A prova disso é o fato de o assassinato de mulheres não ter sido reduzido pela Lei Maria da Penha, saída punitivista que entrega nas mãos do Estado o poder da defesa dos interesses da mulher.

A verdade é que só a arma iguala o poder de ataque entre entre homens e mulheres, entre trabalhadores e patrões e entre posseiros e latifundiários. Portanto, o armamento da população é uma pauta de esquerda e a organização independente da defesa das mulheres e dos trabalhadores é o método que possibilita o treinamento adequado para o uso das armas, reduza a ação violenta individual e estabeleça um programa político claro de ação que garanta os interesses de classe dos oprimidos.