O petróleo é deles: pré-sal já está na mão do imperialismo

FUP

Em mais uma rodada criminosa de lesa pátria, o governo golpista antinacional acaba de promover mais uma entrega de um dos mais importantes ativos da economia do país. A mais preciosa e rentável das descobertas minerais do Brasil dos últimos tempos vem sendo entregue aos abutres internacionais, o imperialismo, representado nesta operação de rapina pelas grandes corporações que controlam a produção e o controle do petróleo em todo o planeta.

“As petrolíferas estrangeiras fizeram a festa durante a 5ª Rodada de Licitação do Pré-Sal, onde arremataram mais de 90% dos 17,39 bilhões de barris de petróleo que foram leiloados. Fazendo a equivalência entre os R$ 6,82 bilhões que o governo arrecadou em bônus de assinatura e o valor atual do barril de petróleo, chegaremos a bagatela de R$ 0,34 o preço médio pago por cada barril do Pré-Sal leiloado” (site da FUP. 01/10).

O leilão da economia nacional e a liquidação do patrimônio público é apenas uma das muitas formas de retribuição que os criminosos golpistas estão oferecendo aos articuladores e financiadores do golpe de estado de 2016, que derrubou o governo eleito pelo voto popular. A verdadeira face do golpe já há muito desmascarada, pois desde que tomaram de assalto o poder, os golpistas deixaram muito claro quais eram os objetivos da operação golpista. Colocar em prática um conjunto de medidas com o objetivo claro não só de atacar de maneira frontal a economia nacional, mas que para garantir o sucesso desta empreitada, se fazia necessário também esmagar a resistência dos trabalhadores, anulando e inviabilizando as principais organizações de luta das massas populares.

O calendário do golpe estruturado pelo consórcio golpista para levar adiante a ofensiva contra os direitos dos trabalhadores e os interesses nacionais encontrou pouca ou quase nenhuma resistência verdadeira por parte da esquerda, onde muitos setores desta sequer consideram até hoje a existência de um golpe de estado no país. Setores ditos de esquerda apoiaram diretamente as operações do infame judiciário e da polícia federal na “caça aos corruptos”, como foi o caso do patético e moribundo PSTU e de alas ditas “trotskistas” do PSOL. Daí o “passeio” dado pelos golpistas na implementação das duras medidas de ataque aos trabalhadores e ao patrimônio público nacional.

A “luta contra a corrupção” – que só tem vida e existe na cabeça diminuta da esquerda nacional – não conseguiu por um só instante ocultar a verdadeira intenção dos golpistas: derrubar o governo eleito e implantar no país um regime de terror contra as massas populares, se valendo para isso de todo um conjunto de arbitrariedade e ilegalidades por parte das “instituições da democracia”, que vêm funcionando muito bem em todo este período, cumprindo com grande esmero o papel de gendarme contra a população pobre e explorada do país; contra o conjunto da esquerda nacional, atacando partidos, sindicatos, movimentos populares e candidaturas representativas da esquerda, onde o ponto máximo desta operação foi a cassação da candidatura da principal liderança operária e popular do país, o ex-presidente Lula.