O crime compensa?
O homem do Golpe de Estado vai trabalhar indiretamente para quem ele condenou fazendo o que ele condena.
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O ex-juiz/ministro personifica a figura do hipócrita lesa pátria. | Foto: Lula Marques/Agência PT

O ex-juiz federal paladino da justiça nacional e ex-ministro de Bolsonaro Sérgio Moro, o homem do Golpe de Estado, como todo crítico moralista sem moral alguma, divulgara recentemente que passaria a trabalhar para a empresa Alvarez & Marsal Brasil, nada menos do que uma offshore com sede no paraíso fiscal de Delaware, nos Estados Unidos.

Ocorre que o próprio Moro já se posicionara em oposição a este tipo de empresa em seus artigos acadêmicos e decisões judiciais onde esteve envolvido como magistrado no passado.

Em um trecho do livro “Crime de Lavagem de Dinheiro” (Editora Saraiva, 2010) escrito pelo ex-ministro, Moro ataca a falta de transparência nas atividades exercidas pelas empresas como a qual agora ele irá trabalhar.

“As offshores podem ser utilizadas tanto para propósitos lícitos como para propósitos ilícitos, mas são reconhecidas internacionalmente como uma das principais técnicas de lavagem de dinheiro”, afirmou.

Moro também chama as offshores de estruturas corporativas que seriam destinadas quase sempre “para garantir o anonimato de seus proprietários. São constituídas em países considerados ‘paraísos fiscais’, ou seja, de baixa tributação. A expressão offshore provém do fato de essas empresas exercerem atividades apenas fora do território do país de constituição”.

“Diante da dificuldade de identificação dos reais proprietários das offshores, os assim denominados beneficial owners, dependendo usualmente da cooperação jurídica das autoridades dos paraísos fiscais, algo nem sempre disponível, é fácil entender o atrativo que representam para quem deseja permanecer no anonimato”, explica Moro em seu livro.

A Alvarez & Marsal Brasil é hoje quem faz a administração judicial da Odebrecht, empresa que a Operação Lava Jato, conduzida por Sério Moro, quebrou. Os próprios executivos da Odebrecht foram condenados por lavagem de dinheiro e ocultação de sócios justamente por fazerem uso das chamadas holdings e offshore.

Um despacho assinado por Moro em 2016 diz que “o Grupo Odebrecht, para realizar os repasses de propinas, teria utilizado contas em nome de off­shores no exterior, algumas tendo por beneficiário controlador ela mesmo, outras cujos beneficiários controladores não foi possível ainda identificar.” Ele ainda conclui que “através delas, foram repassados valores milionários a contas off­shores controladas pelos dirigentes da Petrobras.”

Sérgio Moro foi e continua sendo uma peça fundamental dos EUA no Golpe de Estado iniciado em 2016 com o impeachment de Dilma e consumado com a prisão ilegal do ex-presidente Lula para que este não participasse das eleições de 2018 e permitisse que o candidato improvisado da burguesia, Jair Bolsonaro, fosse eleito em uma das maiores fraudes da República.

Os posicionamentos mais recentes do ex-juiz, como o de abandonar a magistratura para assumir um ministério do governo Bolsonaro e depois tentar desqualificar seu chefe imediato ao pedir demissão na tentativa de viabilizar-se em um horizonte eleitoral próximo, deixou nítido que o imperialismo é capaz manobrar seus golpistas de acordo com seus interesses.

A ida de Moro para os Estados Unidos para trabalhar em uma empresa de investigação e recuperação judicial sediada em um paraíso fiscal e repleta de executivos oriundos diretamente do departamento de Estado norte-americano como a CIA e o FBI é só mais um episódio previsível da sua servidão lesa pátria bem recompensada.

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