Abaixo o imperialismo genocida
A direita venezuelana ataca Maduro em uma ação que tem o propósito claro de auxiliar o imperialismo na campanha para desestabilizar o governo chavista
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Guaidó, agente dos EUA na Venezuela, e Ernesto Araújo, agente dos EUA no Brasil | Foto: Arthur Max/Ministério das Relações Exteriores do Brasil

A Venezuela vive novamente mais uma investida reacionária da direita e da extrema direita contra o governo de Nicolás Maduro. Forças políticas organizadas em torno à “oposição” pró-imperialista do fantoche e serviçal Juan Guaidó convocaram para o dia 29 de maio, sexta-feira, um protesto denominado Cacerolazo Nacional (“panelaço nacional”), sob a palavra de ordem de “RompamosElSilencio”. 

No comunicado dos organizadores, o protesto se daria em função de que a “Venezuela entrou em uma emergência social, devido ao colapso dos serviços públicos, à militarização no contexto de quarentena, à perseguição de quem denuncia a corrupção e gera processos de luta social, à expansão de máfias para a distribuição de gasolina, água (em tanques particulares) e coleta de vacinas em quase todas as atividades econômicas, além da condição de sobrevivência pela qual os trabalhadores estão passando, com aumentos absurdos e baixos salários e a eliminação de reivindicações trabalhistas levantadas por 100 anos de luta dos trabalhadores” (site Aporrea.org, 26/05).

De imediato, chama a atenção no conteúdo do comunicado dos organizadores do protesto a mais completa ausência a qualquer referência sobre o brutal e criminoso ataque que o país e seu povo vêem sofrendo há anos por parte do imperialismo mundial, onde sanções econômicas, bloqueios, sabotagens, tentativas de golpe, invasões ao território e roubo internacional dos recursos do país são levados a efeito pela extrema direita mundial para desestabilizar o governo constitucional e solapar as conquistas sociais da revolução e do regime popular chavista, amplamente apoiado pela maioria da população.

Não há qualquer dúvida que estes “novos protestos” são obra dos que insistem em levar adiante a ofensiva contra o povo venezuelano e as conquistas sociais do regime. Obviamente que se trata de mais uma frente de luta do imperialismo contra o país sul-americano, depois que os Estados Unidos e seus aliados na região (Colômbia, Brasil) viram fracassar outras tentativas de desestabilizar o governo constitucional. É neste contexto que devem ser compreendidas as manifestações da direita e da extrema direita lideradas por setores ligados ao fracassado e impopular Juan Guaidó, vassalo do imperialismo a serviço das potências estrangeiras que desejam roubar as riquezas da Venezuela, em primeiro lugar sua principal fonte de divisas, o petróleo.

Para a realização deste trabalho sujo e criminoso contra uma nação pobre e oprimida, o imperialismo conta com a parceria de governos reacionários e direitistas da região, como é o caso da Colômbia de Iván Duque e Jair Bolsonaro, do Brasil, ambos com postura de total submissão aos interesses norte-americanos. Duque e Bolsonaro agem como traidores da causa dos povos latino-americanos, que lutam contra a opressão imperialista, se prestando à tarefa genocida de atacar o povo irmão venezuelano. 

Recentemente, no início do mês de maio, o governo brasileiro expulsou do território nacional toda a representação diplomática da Venezuela acreditada no Brasil, numa flagrante ilegalidade diplomática, violando tratados e convenções internacionais. A expulsão foi suspensa por decisão do Supremo Tribunal Federal.

Diante de mais este ataque da direita venezuelana, que opera a serviço dos interesses imperialistas no país, é necessário intensificar as ações de solidariedade e defesa do povo venezuelano; de defesa da soberania e auto-determinação da nação bolivariana e do regime constitucional eleito pelo voto popular. 

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