Burguesia ensaia nova face
Fórum Econômico Mundial quer construir nova farsa ideológica para o capitalismo “justo”
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Concentração de renda e miséria são resultados do capitalismo mundial | Foto: Reprodução

Os organizadores do Fórum Econômico Mundial de Davos anunciaram que manterão o encontro que realizam sempre em janeiro e também vão criar uma rede virtual para colocar milhares de jovens em contato com lideranças globais que frequentam o seu Fórum. Um dos fundadores do Fórum Econômico e seu diretor, Klaus Martin Schwab, anunciou que a pandemia deixou clara a falta de sustentabilidade do “sistema antigo” e por isso a entidade anunciou que o objetivo agora do Fórum é “um novo contrato social focado na dignidade humana e na justiça social” (BBC, 3/6/2020).

Esse Fórum Econômico começou a ser organizado em 1971, como um Fórum Europeu de Gerenciamento, com o objetivo de reunir lideranças políticas e empresários. Acabou virando uma entidade que tem por prática realizar encontros com o mesmo caráter, congregar grandes empresários, executivos de multinacionais, intelectuais normalmente de direita e escritores ou artistas da moda. Além do encontro de Davos (Suíça), realiza encontros regionais em várias partes do mundo e um especial na China. Essa “entidade” tem por sócios dirigentes das mil principais empresas do mundo, ex-presidentes e ex-primeiro-ministros, príncipes e princesas e algumas personalidades culturais, que garantem o financiamento do Fórum.

Nos últimos 20 anos ganhou destaque na defesa dos processos de globalização e de estratégias econômicas de sustentação do sistema econômico global, leia-se, capitalismo. Este tem sito o centro dos encontros anuais e de uma série de publicações que difunde pelo mundo, vários com o objetivo de reduzir os riscos econômicos às empresas.

Em contraposição ao Fórum Econômico foi criado em 2001 o Fórum Social Mundial, que realizou sia primeira reunião em Porto Alegre. Essa iniciativa reuniu organizações da sociedade civil de todos os continentes, além de partidos de esquerda, intelectuais, religiosos, sindicalistas e ativistas sociais. As três primeiras reuniões anuais continuaram sendo realizadas no mesmo local, a seguinte, em 2004, foi em Mumbai, na Índia. Voltou em 2005 a Porto Alegre e depois começou a realizar encontros policêntricos, em várias partes do mundo, voltando a se concentrar em país de referência em 2007, no Quênia, e depois no Senegal.

Para os participantes do Fórum Social Mundial, enquanto o Fórum Econômico de Davos tinha por objetivo tornar mais eficiente a exploração capitalista por meio da nova globalização capital, o Fórum Social teria por objetivo reunir as iniciativas contrárias ao capitalismo e de contestação do neoliberalismo. Os organizadores do Fórum Social Mundial viam no seu contraposto, O Fórum Econômico, um espaço de consolidação do neoliberalismo, por isso o lema inicial da contestação ao sistema, que acabou se propagando foi “outro mundo é possível”, congregando movimentos múltiplos e diversos, especialmente de contestação, como ficou definido em sua Carta de Princípios.

Essa contestação ao Fórum Econômico acabou se comprovando, na prática, em razão dos temários e dos objetivos do encontro anual de Davos. Sempre concentrado na ideia de que o capitalismo é o único sistema econômico e social possível, os organizadores, no máximo, faziam críticas gerenciais para melhorar a forma de exploração capitalista. Talvez por isso, queiram agora, em meio a uma crise muitas vezes superior a de 2008, dar ao sistema uma feição mais humana e de justiça social. Acredite quem quiser. Os defensores da maior concentração de renda havida em toda a história da humanidade, agora vão aparecer como humanitários. Na verdade, este é um dos movimentos que as elites capitalistas dão no meio das crises econômicas e sociais que colocam em questão todo o sistema. Um dos movimentos, pois o outro, que acaba sempre sendo o escolhido, é de instaurar caminhos autoritários, a guerra e os genocídios.

Por detrás de Davos, estão ideias que sustentam e garantem a ordem capitalista de exploração, a procura de novos meios de controle social e de justificativa da desigualdade levada ao extremo.

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