O lado B do futebol
A realidade do futebol brasileiro é a realidade de 84% do jogares profissionais que vivem com menos de 100,00 reais por mês.
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Imagem de Neymar Junior comendo em refeitório | Imagem: reprodução

Marco Paulo 22 anos, jogador profissional de futebol, participou do último Campeonato mundial interclubes em 2019 pelo Hienghène Sport, campeão da Liga dos Campeões da Oceania, Entre os atletas tinha administrador de escola, jogador de futebol de areia. Foi eliminado na primeira rodada pelo time de futebol Al Saad do Qatar que na época tinha como treinador Xavi, ex- craque do multicampeão Barcelona, é também tinha sido treinado por Jorge Jesus que nesse mundial treinava o campeão da américa o Flamengo.
A reveladora história Marcos Paulo, jogador com status internacional não é incomum, pelo contrario faz parte do enredo, da vida da maioria dos jogadores de futebol.
Após a eliminação do campeonato mundial de clubes, Marcos Paulo, foi contrato pelo Próspera, time de Santa Catarina. O jogador aceitou, mas o contrato foi rescindido antes mesmo de ele estrear após a troca da direção técnica do time. Desde então — a negociação aconteceu no começo deste ano —, Marcos está fora de campo. Aos 22 anos, o mariliense vive a incerteza que é ser jogador de futebol. Após período parado devido à pandemia de coronavírus e a negativa do Próspera, o jogador se viu em depressão, sem vontade de comer nem levantar da cama.
O atleta para contornar a dura e incerta da vida do que é ser um jogador profissional de futebol no Brasil, foi obrigado pela dura realidade econômica a vender “cheirinho de carro” vendido pelo jogador profissional Marcos Paulo pelas ruas do centro de Marília (SP).
Cada unidade do produto custa R$ 10, dura cerca de duas semanas, e é com a grana das vendas que o atleta ajuda a pagar as contas da casa em que mora com os pais e dois irmãos. Nem sempre foi essa a fonte de renda de Marcos, jogador profissional com passagem por quatro clubes desde os 15 anos.
Quatro em cada cinco jogadores de futebol no Brasil ganham até R$ 1000,00 (mil reais). Salários acima de R$ 50,000 (cinquenta mil) existem só para 0,8% dos jogadores profissionais. No país do futebol jogadores ganham menos do que trabalhadores como: serventes de obras, catadores de lixo e tratadores de porcos, ou seja, os jogadores tem sua origem da classe trabalhadora e são tão explorados como qualquer outro trabalhador.
É uma fabrica de ilusões alimentada pela especulação da imprensa burguesa, Jogador de futebol “de verdade” ganha menos do que servente de obras. Não é metáfora, nem exagero. A diretoria de registro e transferência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) modernizou sistemas e pôde, pela primeira vez, diagnosticar com mais precisão o estado de saúde do futebol brasileiro. E ele está doente. Ao todo, há registrados 28.203 atletas profissionais no Brasil. Deles, 23.238 ganhavam até R$ 1.000,00 mensais em 2019. O servente, segundo o Ministério do Trabalho, teve salário médio inicial de R$ 1.100.00 Não só ele. Ganham mais do que 82,4% dos jogadores de futebol brasileiros também o ascensorista, o catador de material reciclável, o chapeleiro de senhoras, o garçom e o tratador de porcos.
A situação dos jogadores brasileiros como de toda a população pobre só piorou, um estudo de 2015 revelam números impressionantes, como a situação da população pôs golpe só vem deteriorando a realidade é pior que estes números revelam, A realidade do jogador invisível piora consideravelmente quando se acrescenta outro dado da CBF sobre um termo que assusta qualquer brasileiro: desemprego. Dos 28.203 atletas profissionais que tinham contrato assinado em 2015, somente 11.571 chegaram a janeiro de 2016 com contrato ativo. Quer dizer que 59% dos jogadores, seis em cada dez, ficaram desempregados no decorrer da temporada. A taxa de desemprego para todo o país, que bota medo no governo de Dilma Rousseff, está na casa dos 9%. Como tanta gente pôde ficar sem clube em tão pouco tempo? Houve 7.973 rescisões de contratos, equivalentes a 48% de todos os jogadores que perderam o emprego na temporada. Outros 52% são de pessoas cujos contratos foram feitos para acabar antes do fim do ano mesmo. Aí entra uma das justificativas para salário baixo e desemprego alto: falta calendário.
O rio de dinheiro que o futebol movimento não está com os jogadores, mas com os capitalistas. Uma menor parte dos jogadores são ricaços, mas mesmo esses não são os verdadeiros donos da coisa, pelo contrário, são no máximo funcionários bem pagos que estão sujeitos a perderem tudo. Por isso a ideia de que devemos atacar os jogadores porque são milionários é apenas uma maneira de desviar e esconder a realidade usado pela burguesia e até por setores da esquerda que adoram levantar injurias contra o futebol, os que devem ser atacados são os monopólios imperialistas que transformaram o esporte mais popular do mundo, em um grande negócios deles.

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