Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Bolsonaro vai à Câmara participar de culto evangélico em meio à expectativa de votação da reforma da Previdência. Participou da Santa Ceia com os deputados e convidados evangélicos. Em seguida participou da sessão solene em homenagem a Igreja Universal, no Plenário da Câmara. Brasilia, 10-07-2019. Foto: Sérgio Lima/PODER 360
|

Na matéria “Bolsonaro, a ditadura e o anticomunismo fora de época”, o grupo Esquerda Marxista apresenta os discursos de Bolsonaro contra o comunismo como algo anacrônico e que o presidente “tem clareza de que o inimigo a ser combatido” são “os trabalhadores e seu potencial de transformação da sociedade”.

No entanto, a Esquerda Marxista trata os trabalhadores como algo abstrato e não concreto: na verdade, o que Bolsonaro busca esmagar (e não apenas combater) é a organização da classe trabalhadora, ou seja, os sindicatos, partidos políticos e demais órgãos que formam o que Trótski chamou de democracia operária.

Os discursos de Bolsonaro não são fora de época porque os ataques ao “comunismo” não são uma característica particular da chamada Guerra Fria, e sim algo constante na história da luta de classes desde que a burguesia viu a necessidade de exterminar a organização do proletariado por meio do fascismo.

Quando os fascistas (incluindo Bolsonaro) falam em acabar com o comunismo ou o socialismo, eles querem dizer que irão reprimir brutalmente o movimento operário, não importando se sua principal influência é o partido comunista. Em verdade, nos países em que o fascismo tomou o poder – como Itália ou Alemanha -, o principal alvo dos fascistas era a social-democracia, que controlava as maiores organizações operárias. E o mesmo vale para o Brasil de hoje, em que o PT domina as mais importantes organizações de massa, como a CUT e seus mais de 4 mil sindicatos ou o MST.

O mesmo também vale para outros países atualmente. Na Espanha, o partido de extrema-direita Vox, que teve um crescimento vertiginoso impulsionado pelos capitalistas, prega o combate ao socialismo – representado pelo PSOE, um partido muito direitista que atende aos interesses da ala esquerda da burguesia espanhola, mas que é a principal influência das organizações operárias daquele país.

Para esmagar a organização da classe operária, o fascista Bolsonaro precisa, necessariamente, destruir os partidos que estão à sua frente, e o principal deles – quase de maneira hegemônica – é o PT, mesmo que a política da direção desse partido seja extremamente moderada e conciliadora com a burguesia.
Por isso toda a campanha feroz de todos os órgãos do Estado controlados pelos golpistas, para colocar o PT na ilegalidade e perseguir e prender os seus membros.

Essa é uma ligação que a maior parte da esquerda não consegue fazer: para destruir o movimento operário organizado, a burguesia precisa acabar com o PT, e o papel de Bolsonaro é justamente esse.

Cabe a toda a esquerda ligada ao movimento popular a união de suas forças no sentido de organizar a classe operária contra os ataques fascistas, de maneira concreta, nos sindicatos e fábricas, para defender os seus partidos e associações e impulsionar a luta nas ruas a fim de derrubar o governo Bolsonaro e derrotar o fascismo.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas