Frente ampla
Quatro anos depois, setores ainda se negam a enxergar o golpe de Estado
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SÃO PAULO, SP, 01.11.2017: PREFEITURA-SP - O prefeito de São Paulo, João Doria, anuncia uma série de mudanças estruturais na organização administrativa da sua gestão, na manhã desta quarta-feira (1º), na sede da Prefeitura. Entre as mudanças está a criação da Secretaria Municipal da Casa Civil, que será comandada pelo vice-prefeito Bruno Covas. (Foto: Suamy Beydoun/Agif/Folhapress)
João Doria e Bruno Covas | Foto: Suamy Beydoun/Agif/Folhapress

“As urnas falaram e a democracia está viva. São Paulo mostra que faltam poucos dias para o obscurantismo e negacionismo. São Paulo disse sim à ciência e à moderação.(…) É possível fazer política sem ódio, falando a verdade”.

Esse foi o discurso do golpista Bruno Covas (PSDB), no dia em que derrotou Guilherme Boulos (PSOL) no segundo turno das eleições municipais em São Paulo. No dia seguinte, Covas ligou cordialmente para o “obscurantista”, “negacionista” e “ditador” Jair Bolsonaro.

Acreditar que o PSDB seria o oposto do bolsonarismo seria ridículo. Afinal, a política do João Doria e Bruno Covas em São Paulo foi a de exterminar milhares e milhares de trabalhadores durante a pandemia de coronavírus. Em tudo aquilo que é fundamental, a política do PSDB, do DEM e do MDB é a mesma: matar o povo de coronavírus e de fome em favor dos bancos. Visto por outro lado, a situação é ainda pior: a direita nacional sempre esteve por trás de todos os ataques contra a população desde o fim da ditadura militar. Ou, até mesmo, desde a ditadura militar, se considerarmos o DEM. E, como todos esses fizeram parte do golpe, são pais do bolsonarismo.

Mas o fato de que João Doria e Bruno Covas vieram a público para se apresentarem como anti-bolsonaristas quer dizer muita coisa. Quer dizer, finalmente, que a esquerda pequeno-burguesa permitiu que os inimigos do povo recebessem os lucros e dividendos da oposição ao governo Bolsonaro. Por causa da postura capituladora e vergonhosa da esquerda, escancarada logo no início da pandemia, quando se escondeu debaixo da cama e aplaudiu bandidos políticos como João Doria, Wilson Witzel e Fernando Henrique Cardoso, a direita nacional conseguiu se impor como a principal força política, de um ponto de vista institucional, da polarização contra o bolsonarismo.

Por capitulação vergonhosa, podemos citar, por exemplo, a postura de Guilherme Boulos (PSOL), que assinou manifestos com o nazista Demétrio Magnoli e o banqueiro Armínio Fraga. E que, também, negociou os atos pelo Fora Bolsonaro em São Paulo com o PSDB e a Polícia Militar. Ou podemos citar, ainda, a postura do PCdoB, da ala direita do PT e do PSOL de lançar candidatos do aparato de repressão, ao mesmo tempo em que se aliavam com o PSL e todos os demais partidos da direita golpista.

Bolsonaro é chamado de “negacionista” por, supostamente, negar a gravidade da pandemia de coronavírus. E Bruno Covas, que reabriu a economia de conjunto, por algum motivo inexplicável, seria o oposto do “negacionismo”. Trata-se, obviamente, de uma enganação.

Diante desse cenário, a única conclusão a qual podemos chegar é que o verdadeiro “negacionismo” é o da esquerda nacional, que nega, até hoje, que há um golpe de Estado em pleno desenvolvimento. E que, ao ter como principal política o apoio deliberado à direita golpista, acaba se tornando um zero à esquerda da política, uma nulidade total em meio à polarização política crescente entre o povo e a extrema-direita.

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