Futebol Invisível
As disputas das organizações Globo com a estrangeira Turner e com o clube paranaense fazem que não seja possível assistir no Brasil um jogo que ocorreu no Morumbi
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Restou para Torcida Independente ouvir o jogo pelo rádio | Foto Beraldo Torcida Independente Site; Flick

Os defensores do capitalismo dizem que este é o sistema da liberdade. Claro que não. Os torcedores do São Paulo e do Athletico Paranaense bem como os amantes de futebol em geral que moram no Brasil não tiveram a liberdade de assistir ao jogo entre estes dois times devido às prerrogativas dos monopólios de comunicação. Este monopólio transformou mais uma vez uma partida em um “jogo fantasma”, ou seja, um jogo sem a transmissão das imagens em tempo real nem nos canais de TV, aberta ou paga, ou plataforma de vídeo. Em 2019 tal fato  aconteceu em mais de dez jogos do Furacão.

Com o agravante que com a pandemia da COVID-19 , este ano não teve torcidas na arquibancada.   Desta forma, somente, no máximo, as 300 pessoas permitidas no estádio pelo protocolo estabelecido pela CBF, incluindo as delegações dos clubes, puderam  assistir a partida em tempo real. Outra opção era estar em  um país que esteja recebendo pessoas oriundas do Brasil, uma vez que a CBF vendeu os direitos de transmissão do campeonato brasileiro para o exterior.

A reportagem de Gabriel Vaquer em colaboração do site UOL mostra que este bloqueio decorre em primeiro lugar,  da disputa  do monopólio da Globo,  detentora dos direitos de transmissão em TV aberta de todos os times e na TV paga  da maioria dos times da Série A, incluindo o São Paulo,  através dos canais  Sportv e Premiere  com o monopólio da Turner, possuidora dos direitos de transmissão na TV paga de sete times, incluindo o Athletico Paranaense, através do canal TNT,  e, em segundo lugar, da pressão que as organizações golpistas Globo exercem sobre o tricolor paranaense. Visto  ser o único time da série A que não assinou para ter os seus jogos transmitidos pelo canal Premiere que é a modalidade pagar-para-ver, mais conhecida como pay-per-view.

Em razão destas disputas,  a emissora da Família Marinho prefere passar a reprise de uma novela que tem tido uma razoável audiência no mesmo horário. Além disso  não quer nem exibir a partida, em transmissão aberta no seu site esportivo com ocorreu em 2019 em confrontos que o Athletico esteve presente.  Ano passado, os jogos dele com o Flamengo, Corinthians, Grêmio e Fluminense foram exibidos deste jeito. Porque se isto ocorre o clube paranaense recebe como estivesse sendo exibido na TV aberta. A Globo alega que não compensaria financeiramente, já que a audiência esperada será bem menor devido à necessidade de acesso de banda larga de internet.

Logo toda aquela argumentação que o retorno do futebol seria um alento para população que precisa ficar em quarentena durante esta pandemia se comprova como uma farsa. Igualmente a o direito do torcedor e do povo de assistir este jogo é varrido como um castelo de areia pelas ondas dos lucros dos detentores destes monopólios. A população, principalmente as torcidas devem exigir que a liberdade de transmissão de uma partida de qualquer esporte em especial o futebol seja garantida. Os clubes devem ter o direito de transmitir os seus jogos se quem tem este direito não quer exercê-lo.  Não se trata de uma pelada qualquer no Aterro do Flamengo ou Parque do Ibirapuera, mas a disputa de dois times que mexem com as emoções de milhões de brasileiros no principal campeonato do País.

Assim, em pleno século XXI,  a torcida teve de se contentar com a locução dos narradores das rádios. Infelizmente, os torcedores que tenham problemas de audição tiveram que apelar para os sites que informar os lances minuto a minuto para saber o que estava acontecendo. Tanto descaso não pode continuar, os torcedores, especialmente as organizadas, precisam intervir nesse problema.

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