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A intervenção militar no Rio de Janeiro, uma das manobras mais truculentas feitas pela burguesia pra ter o controle do regime político, vem sendo discutida também nas alçadas dos partidos burgueses. A declaração mais recente sobre o tema veio do líder do governo na Câmara Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

Segundo o parlamentar, o Plano de Segurança lançado em fevereiro seria a “bala de prata” do governo Temer para que o presidente golpista tenha chances se concorrer ao pleito ao governo federal em outubro de 2018. Seria uma tentativa de tentar superar a polarização protagonizada pelos PT e o PSDB nas últimas décadas na disputa presidencial.

Na avaliação do deputado, aterrorizar, encher de chumbo a população periférica carioca aumentaria a popularidade do inexpressivo Michel Temer. Trataria-se de uma ação que “melhora” a imagem do presidente golpista diante do eleitorado. Assim, se os militares forem bem sucedidos no Rio de Janeiro Temer  terá chances reais de se eleger presidente, avalia, repetindo uma “análise” de vários setores da imprensa golpista, que “aloprados” da esquerda pequeno burguesa também chegam a repetir.

Esse discurso é colocado como uma neblina ideológica para cobrir os interesses objetivos de Temer, dos militares e, em última instância, do imperialismo na repressão sistemática de parte da população periférica dos morros cariocas. Alguém que quer ganhar popularidade jamais vai colocar as Forças Armadas para reprimir seu próprio povo. Isso é um grande mito para disfarçar o que os militares estão praticando, de fato, no Rio de Janeiro, como parte do seu predomínio no governo em decomposição de Michel Temer.

O que os militares estão fazendo, chefiados por Braga Netto por meio do Comando Militar do Leste, é chamando para si o controle do regime político e das instituições repressoras. Temer não está preocupado com reeleição e segurança pública, e quanto a isso também, muito menos os militares. Trabalham para ter o controle político para reprimir a população em caso de medidas anti populares; como é o caso de todo o aparato judicial gasto para incriminar e prender Lula injustamente.

A intervenção militar no Rio de Janeiro foi deflagrada exatamente uma semana após os moradores da Rocinha se posicionarem politicamente. Escreveram faixas afirmando que se Lula for preso o morro vai descer. Aconteceu também poucos dias depois das expressivas manifestações de repúdio a Temer e ao regime golpista durante o carnaval, no rio de Janeiro e em todo o País.

Dessa forma, essa história da “carochinha” que diz que a intervenção é para eleger Temer não passa da mais baixa mistificação.

 

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