O lucro dos patrões dos frigoríficos e a destruição dos trabalhadores

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Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018, os quase um milhão de trabalhadores dos frigoríficos no Brasil abateram 31,90 milhões de bovinos, 44,20 milhões de suínos e 5,7 bilhões de aves.

Os patrões das maiores grupos industriais do ramo frigorífico, como JBS/Friboi, Marfrig, BRF-Brasil Foods, Minerva, entre outros são responsáveis pela maior parte dessa produção e também uma destruição em massa de trabalhadores.

Dá-se conta de que mais de 80% dos trabalhadores dos frigoríficos, principalmente no setor de abate, também nos outros setores sofrem com alguma enfermidade oriunda dos maus tratos de seus superiores, sendo os gerentes, encarregados ou mesmo o setor administrativo, como os diretores e o departamento de recursos humanos.

Todas essas empresas, a partir de 2001 até os dias de hoje, tiveram um aumento elevadíssimo de crescimento à custa da destruição física e psicológica dos trabalhadores.

A JBS/Friboi teve um crescimento de 40 vezes de 2007 até agora, a Minerva, segundo informações dos patrões do próprio frigorífico vêm crescendo, em média 39% ao ano, o grupo BRF – Brasil Foods não é diferente.

Os frigoríficos, em seu conjunto são responsáveis pelo aumento, a cada ano de acidentes e doenças na indústria, ocupando há vários anos o primeiro lugar, conforme o próprio Ministério Público do Trabalho (MPT).

Os dados, conforme os próprios órgãos de que realizam as pesquisas dão conta de que, os números registrados diferem em até mais de cinco vezes o que apresenta a realidade, mesmo nessas circunstâncias, o setor de alimentação tendo o frigorifico como o principal corresponde a 20% do setor industrial que representa a metade dos dados oficiais de acidentes e doenças do trabalho.

Um exemplo do tamanho da destruição dos trabalhadores foi o abatedouro na cidade de Capinzal, no estado de Santa Catarina, onde, em um ano, havia mais doenças e afastamentos no abatedouro de frango que os funcionários existentes, ou seja, mais de 10 mil trabalhadores tiveram algum problema, tanto de acidente como doenças ocupacionais.

Para completar, neste ano, com a posse do Jair Bolsonaro, eleito por um processo fraudulento, oriundo de um golpe, desde o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, da prisão de Luiz Inácio Lula da Silva e proibição da sua participação no processo eleitoral, a ministra da agricultura Tereza Cristina, também golpista e latifundiária, resolveu que os frigoríficos, eles mesmos devem se fiscalizar, ou seja, mais lucro e quem sabe, um pouco mais de dinheiro para financiar a continuidade do golpe no país.

Para derrotar tamanha tragédia contra o conjunto da população e dos trabalhadores é necessária a organização de comitês de luta contra o golpe em todo o País, nos estados, municípios, bairros e todas as fábricas.