Repressão contra o povo
Enquanto os bolsonaristas fazem ato em apoio ao Bolsonaro, a PM prende funcionários da saúde que protestam por medidas para combater a pandemia
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
coluna24
Faixa do coletivo Nenhum Serviço de Saúde |

Por Izadora Dias

No sábado, 23/5, funcionários da saúde foram detidos pela polícia no Rio de Janeiro após realizarem um protesto por medidas de combate ao coronavírus. O ato do coletivo “Nenhum Serviço de Saúde a Menos” durou apenas 15 minutos e seguiu todas as orientações de saúde para a realização da atividade com segurança: todos usaram máscaras e respeitaram a distância segura entre os 10 participantes. O ato consistiu em estender faixas com os dizeres “Quarentena geral para não adoecer. Renda mínima para sobreviver. Leitos para todos para não morrer” e “Fora Bolsonaro”.

Os trabalhadores da saúde já estavam guardando os seus materiais quando a polícia chegou e deteve Maria Lúcia Pádua, da Fenasps (Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde), e Carlos Vasconcellos, do Sinmed (Sindicato de Médicos do Rio). Os dois foram autuados e encaminhados para a delegacia. Com o objetivo de não deixá-los sozinhos, o resto do grupo os acompanhou à 26ª DP.  A ação da polícia durou uma hora e meia, tempo maior do que o próprio ato e causou mais aglomeração do que a própria manifestação.

Toda essa ação contra os trabalhadores foi justificada pelo “lockdown” decretado pelo governador Wilson Witzel, como medida de combate ao coronavírus.

A notícia de que funcionários da saúde haviam sido presos por se manifestarem não poderia deixar de chamar a minha atenção. Logo que a pandemia chegou ao Brasil, lembro bem que alguns setores da esquerda clamaram para que manifestantes bolsonaristas, que estavam realizando atos contra a quarentena, fossem presos e totalmente impedidos de fazerem atos.

A direita nunca teve interesse em impedir as ações nas ruas por parte dos bolsonaristas. Em alguns raros episódios, a polícia educadamente pediu para alguns manifestantes não realizarem aglomerações, mas nunca foram – de fato – impedidos de se manifestarem em apoio a Bolsonaro e contra a quarentena.

E aqui temos o resultado do “lockdown” na prática: quando a esquerda precisa fazer um ato a favor da quarentena, para toda a população e por ações para combater a pandemia, é reprimida. É assim que funciona a repressão do Estado burguês; e a esquerda – em hipótese alguma – pode pedir e apoiar medidas repressivas, pois elas sempre se voltam e são usadas contra o próprio povo.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas