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Luta legítima

O levante popular palestino contra a máquina mortífera israelense

O que há na Palestina é uma luta de todo o povo e de toda a nação contra a ocupação e a colonização israelense a mando do imperialismo

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Palestinos protestam contra a opressão do Estado de Israel e do imperialismo – Foto: Tarciso

Em resposta aos intensos bombardeios israelenses na Faixa de Gaza, que já mataram mais de duas centenas de palestinos, entre eles mulheres, crianças e idosos, o partido nacionalista Al Fatah, do presidente Mahmud Abbas, convocou uma greve geral de todos os palestinos residentes nos territórios ocupados de Jerusalém Oriental e da Cisjordânia. Além disso, os árabes israelenses também estão sendo chamados a juntarem-se ao movimento em apoio aos palestinos.

A agressão de Israel

A Autoridade Nacional Palestina (ANP) informou que desde o início dos protestos mais de uma dezena de palestinos foram mortos em confrontos com militares israelenses, além de cerca de 1.500 feridos que incluem crianças, mulheres e idosos. Mais de 100 edifícios da faixa de Gaza foram alvos, incluindo um que abrigava o escritório da emissora saudita Aljazeera e da Associated Press, vários deles vieram abaixo e mais de 3500 residências foram destruídas.

Israel chegou a cogitar enviar soldados para dentro do enclave, onde vivem mais de 2 milhões de pessoas, mas voltou atrás, no entanto, na última sexta feira, enviou 160 aeronaves que despejaram 450 bombas durante 40 minutos, sob a alegativa de buscar destruir uma rede de túneis construídos após a guerra de 2014.

Na Palestina e em nações vizinhas, o povo sai às ruas em protesto

Os ataques provocaram uma onda de protestos de palestinos em Israel, em Gaza, na Jordânia e na Cisjordânia. Um cidadão libanês de 21 anos foi morto em manifestações nas proximidades da fronteira do Líbano com Israel. Grupos tribais da Jordânia e partidos de oposição organizaram uma marcha com mais de 2 mil manifestantes que gritavam em uníssono, “Oh, Rei Abdullah, abra as fronteiras”, a poucos quilômetros da cidade de Jericó, na Cisjordânia.

Houve protestos no lado libanês da fronteira norte de Israel, alguns manifestantes conseguiram romper a cerca e entrar em Israel, onde provocaram um incêndio, segundo o jornal Haaretz os revoltosos se dirigiam à cidade de Metula, no norte, mas fugiram de volta para o Líbano quando o exército de Israel abriu fogo.

Na Jordânia, os manifestantes pediram a expulsão do embaixador israelense e o cancelamento de um tratado de paz com Israel. Os jordanienses têm fortes laços com a Palestina, muitos são descendentes de palestinos que foram expulsos ou fugiram para a Jordânia no conflito após a criação do Estado de Israel, em 1948.

Netanyahu não quer acordo

Apesar dos protestos, o governo de Netanyahu não dá sinais de buscar um acordo, ao contrário, intensificou os ataques aéreos e bombardeios, forçando parte da população palestina a abandonar suas casas em busca de refúgio.

O governo do Egito e um representante da ONU tentam uma mediação para o conflito, contudo sem nenhum resultado até agora. Segundo fontes palestinas, o impasse se deve à negativa da parte israelense em assumir um compromisso de não atacar palestinos em Jerusalém e lugares sagrados, o que julgam ser aceitável. Já os israelenses afirmam que não houve contatos para um cessar-fogo e que a “operação” continuará.

A verdadeira razão do conflito

Ao contrário da interpretação distorcida, apelando para o viés religioso, com o qual a direita brasileira tenta explicar o conflito, vemos que os fatos narrados acima comprovam o apoio ao Hamas e à luta contra o Estado de Israel por parte do povo palestino e de toda a comunidade árabe no Oriente Médio. A propaganda imperialista diz que o Hamas faz os palestinos de refém, mas é justamente Israel, com a ocupação e a opressão imposta aos palestinos, que os faz de refém.

O Hamas é um grupo organizado, um movimento popular de massas que luta contra o colonialismo Israelense através de ações sociais e da luta armada. Esta foi a forma que o povo palestino encontrou de se organizar para resistir à opressão israelense e lutar para constituir sua nação livre e independente. O Hamas, que a imprensa burguesa ocidental busca rotular como terrorista, é expressão do sentimento anti-imperialista e libertador do povo palestino.

Mesmo que não seja uma expressão fiel e integral desse sentimento, mas sim uma expressão distorcida de viés sectário e nacionalista, é uma expressão legítima. O opressor é Israel, não o Hamas.

Por parte dos revolucionários e internacionalistas, é preciso lutar ao lado do povo palestino contra o Estado de Israel, e do lado dos trabalhadores israelenses contra esse mesmo Estado – que oprime árabes e judeus. É preciso lutar pela unificação de um Estado laico e multinacional, sob o controle dos trabalhadores da região, expulsando o imperialismo e que congregue em harmonia tanto os árabes como os judeus e cristãos e todos os povos da região.

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