Programa de desmatamento
Investigação do Ministério Público Federal aponta para a responsabilização do latifúndio nas queimadas do Pantanal
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2020-09-23 imagem do dia incendios pantanal
Incêndios já consumiram mais de 185 mil hectares de área na região | Foto: Reprodução

Dados fornecidos pelos Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apontam que o volume de queimadas no Pantanal, somente em 2020, corresponde à destruição dos últimos seis anos. O INPE registrou, através de imagens captadas por satélites, entre janeiro e agosto, um total de 10.153 focos de incêndio na região do Pantanal. Os dados do INPE mostram também que os focos deste ano são o maior volume já registrado pelo órgão em mais de 20 anos, desde 1999. Estima-se que o fogo já consumiu 185 mil hectares de área do Pantanal matogrossense. 

O Ministério Público Federal investiga pelo menos quatro fazendeiros que estariam entre os suspeitos de ter dado início às queimadas no Pantanal, na região conhecida como Serra do Amolar, em Mato Grosso do Sul. Relatos de trabalhadores e moradores da região ouvidos pelos investigadores coincidem com as imagens fornecidas pelos satélites que captam os incêndios. As denúncias estão reforçadas por relatos das testemunhas que afirmam terem visto os fazendeiros retirar todo o gado da região dias antes dos incêndios. A tragédia das queimadas, que tudo indica serem ações criminosas, vem destruindo um dos maiores e mais importantes santuários ecológicos do país e do mundo, com prejuízos ambientais inimagináveis para a flora e fauna da região.

Embora não haja ainda uma comprovação cabal acerca da autoria dos incêndios que destroem áreas gigantescas do Pantanal, os indícios apontam claramente para ações criminosas perpetradas pelo latifúndio criminoso que tem bases instaladas nas áreas de queimadas, representados por fazendeiros e executivos do agronegócio. É prática comum por parte dos fazendeiros atear fogo na mata, criando áreas de pastagem para o gado pertencente ao latifúndio predador e criminoso. O resultado desta catástrofe ambiental que atinge enormes hectares de área, é a destruição da flora e o comprometimento de grande parte da vida animal do bioma.

Toda esta enorme tragédia que se verifica no país, não somente na temática ambiental, mas em todas as áreas e atividades, tem como pano de fundo e cenário principal o golpe de Estado de 2016, que teve como desdobramento a eleição (fraudulenta) que resultou na ascensão do governo de extrema direita, responsável por todas as piores mazelas vivenciadas pelo país (milhares de mortes pela covid-19; taxa de desemprego nas alturas; violência policial; assassinatos no campo; carestia; fome e miséria nunca antes vistos, etc.). 

Bolsonaro e seu governo obscurantista, composto por ministros reacionários e obtusos, como Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente e o vice-presidente, o general defensor da ditadura, Hamilton Mourão, são os maiores responsáveis pela tragédia ambiental que se abate sobre o país. Os fazendeiros, latifundiários e o agronegócio agem criminosamente estimulados pela política de descaso e destruição ambiental, que é a marca indelével do governo neoliberal golpista de extrema direita.

 

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