EUA não querem entregar nenhuma ajuda humanitária à Venezuela, mas iniciar uma guerra de agressão

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O imperialismo norte-americano intensificou as provocações contra o governo e o povo venezuelano, em clara preparação para uma agressão militar ou mesmo uma guerra contra nosso vizinho.

Depois de roubar bilhões do Estado Venezuelano, sequestrando recursos de contas internacionais daquele País, principalmente de da sua empresa petrolífera (PDVSA), de promover um bloqueio econômico que submete o País a enormes dificuldades e de organizar com seus aliados da direita venezuelana a sabotagem da economia provocando dificuldades de abastecimento do País em alguns setores (bem menores dos que as divulgadas pela imprensa pró-imperialista “nacional” e internacional), agora, o imperialismo está promovendo essa mesma campanha sob o disfarce de “ajuda humanitária”.

Nesse momento, o eixo dessas ações é encenar que o imperialismo norte-americano, responsável pela fome. miséria e matança de centenas de  milhões de pessoas em todo mundo, estaria disposto a atuar como um amigo do povo venezuelano, interessado em combater a fome e ainda, de quebra, defender a “democracia” naquele País. Mais cínico do que isso, impossível.

Está mais do que claro que que se trata de uma provocação. Da tentativa de apresentar os que organizam um golpe de Estado em outro País e estão dispostos (e preparando) uma guerra que pode levar à morte de milhões de pessoas como se fossem filantropos generosos dispostos a ajudar um povo em dificuldade etc. Como parte da campanha para acobertar os reais interesses do imperialismo, a imprensa capitalista internacional e entidades financiados pelo próprio imperialismo buscam apresentar os  “Estados Unidos (como) líder em ajuda humanitária do mundo“, para afirma que Trump, o Pentágono e o Departamento de Estado norte-americano estaria buscando promover na Venezuela, a mesma “generosidade” presente na ação da maior potência militar da história da humanidade em todo o Mundo.

Assim procuram destacar, por exemplo, que os Estados Unidos, supostamente, “são o financiador mais generoso do trabalho de linha de frente do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (US$ 1,5 bilhão no ano passado“. Claro que isso é feito sem revelar que os EUA são os maiores promovedores da situação que leva o mundo a ter mais de 65 milhões de refugiados pelo mundo e que, em 16 anos de guerras no Iraque, Afeganistão, Paquistão e Síria, só os EUA (sem contar seus aliados) gastaram “5,6 trilhões de dólares da economia dos Estados Unidos, de acordo com um novo estudo intitulado “Custos de Guerra” publicado pelo Instituto Watson de Estudos Internacionais da Universidade Brown“, apenas até 2017.
Em todos esses países atacados diretamente pelos EUA e/ou onde eles patrocinaram movimentos direitistas para derrubar os governos dos seus países, esses trilhões promoveram milhões de mortos, destruíram boa parte da infraestrutura e da economia local para promover não apenas a farra da indústria bélica dos EUA com seus lucros bilionários garantidos pela matança, como também para roubar as riquezas, como o petróleo, gás, desses países, promover a privatização da “reconstrução” desses países em favor (como no Iraque) por empresas norte-americanas ou de agressores aliados.

A organização das “iniciativas” da direita golpista, seu patrocínio e divulgação em todo o mundo pelo imperialismo e sua venal imprensa, os preparativos militares, ações conspirativas junto com os governos golpistas da região (como os do Brasil e da Colômbia) e tudo mais que vem sendo feito e está para acontecer contra a Venezuela são parte de uma operação de rapina que visa derrubar o governo venezuelano para impor um governo totalmente submisso aos imperialismo, que atue para entregar as riquezas venezuelanas (como petróleo, ouro etc.) para os grandes capitalistas norte-americanos, principalmente.

A situação é tão claramente provocativa que até mesmo organizações vinculadas ao imperialismo como as Nações Unidas, a Cruz Vermelha e outras organizações de ajuda humanitária se recusaram a trabalhar com os EUA para entregar essa “ajuda”, diante do caráter abertamente provocativos e preparatórios de uma agressão militar das mesmas.

É preciso denunciar toda esta operação e a cumplicidade do governo ilegítimo de Jair Bolsonaro, um governo capacho dos EUA que age totalmente sob o comandado do imperialismo contra os trabalhadores brasileiros e da América Latina em geral. Mais importante ainda é mobilizar os trabalhadores, a juventude e demais setores explorados e suas organizações de luta contra qualquer agressão militar à Venezuela, contra a matança de latino-americanos a serviço da política de rapina do imperialismo.

É preciso apoiar todas as iniciativas do governo Maduro e do povo venezuelano contra esta agressão, para reprimir duramente os traidores do povo latino-americano e defender os interesses de centenas de milhões de pessoas (incluindo os brasileiros) que estão duramente ameaçados pela situação.