Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit

Em declarações à imprensa, os generais golpistas do Exército, como o general Augusto Heleno e o alto comandante das tropas, o general Villas Boas, deixaram muito bem claro quais são os verdadeiros objetivos da intervenção militar no Rio de Janeiro: estabelecer um verdadeiro genocídio contra o povo com a proteção das instituições do estado, ou seja, sem correr o risco de qualquer retaliação.

Durante entrevista à rádio BandNews, o general Augusto Heleno, que foi responsável pelo comando das tropas brasileiras no Haiti entre 2004 e 2017, afirmou que os militares, os quais estão hoje no Rio, precisam ter “regras de engajamento diferenciadas” para poderem decidir, sem qualquer represália, quem deve ou não morrer.

Sem nenhum constrangimento, o general afirmou: “No Haiti haviam regras de engajamento que permitiam que o sujeito que oferecesse perigo real a sociedade, que fosse o portador ou fosse ator de um ato ou intenção hostil, vejam a flexibilidade que dava a mim  e também ao comandante da cena…”  “…os meus comandantes até nível sargento tinham o poder para decidir se aquilo que estava acontecendo era uma ato ou intenção hostil e diante desta constatação podiam agir chegando até a letalidade, podia matar o indivíduo”.

Para Heleno, portanto, o Exército deve ter total poder de ação e de fogo contra a população, uma completa licença para matar. É necessário registrar que a ocupação do exército brasileiro no Haiti, sob orientação do imperialismo norte-americano, resultou em um regime de terror, violência e perseguição implacável contra todo o povo haitiano. A fala de Heleno, coloca às claras o que foi a ocupação brasileira em território haitiano, uma ação onde os militares tinham total poder para massacrar a população oprimida desse país.

Corroborando a fala de seu colega de farda, o general Villas Boas afirmou que os militares precisam ter liberdade para agir sem que as consequências gerem uma nova Comissão da Verdade, em referência a Comissão criada durante o governo Dilma Rousseff para jugar os crimes cometidos pelos militares durante a ditadura.

Assim, como Heleno, Villas Boas também exige a liberdade para matar, para utilizar todo o fortíssimo aparato repressivo do Estado contra a população pobre dos morros cariocas. As declarações revelam o verdadeiro caráter dos generais golpistas, uma corja de fascistas em busca do sangue do povo carente, pobre e indefeso, uns verdadeiros carniceiros.

É preciso deixar claro, no entanto, para esses generais assassinos que o Brasil não é o Haiti, um país completamente subjugado pelo imperialismo, o Brasil possuí uma classe operária fortemente organizada em seus sindicatos, centrais e partidos, além de movimentos sociais de massa. São essas organizações do povo que irão dar a devida resposta à sanha por massacre dos generais golpistas.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas