O golpista Rubens Novaes, presidente do Banco do Brasil, declara querer privatizar o banco

Bolsonaro-Mourao-BNDES-BancoDoBrasil-CEF-PauloGuedes-RubemNavaes-JoaquimLevy-PedroGuimaraes-07Jan-2018

Da redação – No último dia 15 de fevereiro o presidente do Banco do Brasil, Rubens Novaes, em matéria no Valor Econômico declara que “o BB privatizado seria mais eficiente”; para Novaes o “controle estatal é um entrave, pois reduz a liberdade para tomada de decisões” (site Valor Econômico 15/02/2019).

As declarações do atual presidente do BB não deixam dúvidas quanto à política da direita golpista em relação ao patrimônio do povo brasileiro: entregar para os parasitas capitalistas e banqueiros nacionais e internacionais as empresas nacionais a preço de banana e enriquecer meia dúzia de parasitas que vivem às custas da exploração de toda a população.

Novaes, assim como praticamente toda a equipe econômica do governo golpista/fascista Bolsonaro, faz parte dos representantes da Universidade de Chicago (EUA), berço no neoliberalismo, assim como o ministro da Economia, Paulo Guedes, Joaquim Levy (BNDES), Roberto Castello Branco (Petrobras), mais conhecidos como o Chicago Boys.

É necessário destacar que a Universidade de Chicago é a escola da doutrina do choque, de Milton Friedman, que sustenta como filosofia impor as ideias de livre-mercado no período subsequente ao de um grande choque, que pode ser uma catástrofe econômica, pode ser um desastre natural, uma espécie de extrema cirurgia de países inteiros.

O Brasil passou por essa experiência no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) na década de 1990 ao adotar tal política privatizou quase todas as empresas nacionais, tais como a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Vale do Rio Doce (doada por apenas 0,01% do seu valor) – hoje constata-se o que significa a privatização com os casos do rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho –  e entregou de mão beijada praticamente todos os bancos estaduais para o banqueiros privados, um dos exemplos mais emblemáticos foi a doação de um dos maiores bancos do País, o Banespa (Banco do Estado de São Paulo), para os banqueiros internacionais, o espanhol Santander, que teve como uma das suas consequências mais nefastas a demissão de todos os seus funcionários.

É necessário ter bem claro que o golpe de Estado dado no País, orquestrado pelos Países imperialistas juntamente com a burguesia nacional, tem como fundamento aprofundar a política de ataques aos trabalhadores e de toda a população em geral. É a mesma política de FHC e de Temer, de privatizar as empresas públicas a preço de banana em favor dos grandes capitalistas.

Os golpistas brasileiros são verdadeiros servos das máfias econômicas e políticas internacionais, as quais têm como objetivo destruir todos os direitos de todos os trabalhadores e roubar a riqueza e o patrimônio público nacionais para garantir seus lucros.

Contra essa política de rapinagem e de terra arrasada é necessário intensificar a mobilização contra o golpe de Estado, organizando comitês de luta nos locais de trabalho, nos bancos, nas fábricas, bairros e escolas.