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“Dê a outra face”
O golpe, o fascismo e a compaixão da esquerda pequeno burguesa
A esquerda é a favor do desarmamento e se solidariza com a extrema-direita, jogando o povo nas garras da violência fascista
Sâmia Bonfim
“Dê a outra face”
O golpe, o fascismo e a compaixão da esquerda pequeno burguesa
A esquerda é a favor do desarmamento e se solidariza com a extrema-direita, jogando o povo nas garras da violência fascista
Foto: Sâmia quer que as mulheres fiquem ainda mais indefesas.
Sâmia Bonfim
Foto: Sâmia quer que as mulheres fiquem ainda mais indefesas.

Os revolucionários e a classe operária aprenderam na história de sua luta que a classe dominante só cede alguma coisa, só recua em sua opressão e exploração, se houver uma reação muito enérgica. As armas sempre foram um recurso para se defender e para frear os ataques brutais.

Diante da ascensão do fascismo, produto de um capitalismo degenerado que mobiliza um setor desesperado da classe média para frear a revolução, o movimento operário aprendeu também que o fascista se para na ponta do fuzil.

A esquerda pequeno burguesa, que é dada a discurso de efeito e e a recitar frases bonitas fora de contexto parece acreditar no contrário. No Brasil do golpe, a esquerda pequeno burguesa leva adiante a política não revolucionária, mas a da compaixão. Dê a outra face e, se precisar, de ainda a outra e mais alguma parte do corpo e finalize tentando ser amigo de seu agressor servindo de capacho para que ele limpe a sola dos pés.

Parece exagero, mas não é. Basta olhar as recentes reações de alguns representantes da esquerda pequeno burguesa diante de representantes da extrema-direita.

A mais recente foi a declaração vergonhosa de Manuela D’Ávila (PCdoB) em solidariedade a Joice Hasselman. Esta derramou lágrimas de crocodilo no plenário da Câmara por conta dos ataques que sofreu na internet dos bolsonaristas. A solidariedade a fascista serve para que? Para fazer com que o povo esqueça que Hasselman foi e é uma das principais articuladoras das calúnias e baixarias contra Dilma, Marisa Leticia,  Lula e toda a esquerda.

Recentemente, fomos obrigados a presenciar mais orgia entre esquerdistas e a extrema direita. Marcelo Freixo esteve de afagos com Janaína Paschoal (PSL), a “Jana”, para os íntimos como ele. Na entrevista, Freixo ainda afirmou que “tem um ótimo diálogo” com Alexandre Frota, fascista que dispensa apresentação.

Outra psolista que esteve de afagos em vídeo na internet com a extrema direita foi a deputada Sâmia Bonfim, que esteve com Kim Kataguiri, do MBL. Trocaram elogios em busca de uma “idea comum”.

A ideologia pacifista logicamente serve apenas para dar moral para a extrema direita. Quando se trata de defender repressão e censura, sob o pretexto da luta contra a homofobia e o machismo, essa esquerda chama a polícia.

Claro que por trás dessa política há um interesse bem claro: acabar com a polarização política no país, porque isso é de interesse da burguesia golpista que quer virar a página do golpe, atacar o povo, sem que haja reação.

O problema é que enquanto essa esquerda quer acabar com a polarização dando a outra face para a direita, os fascistas continuam avançando. Eles não tem freio a não ser a força da reação da esquerda.

A esquerda, por sua vez, contrariando os princípios da luta do movimento operário defende o desarmamento do povo. De a outra face e entregue suas armas, esse é o conselho que a esquerda pequeno burguesa da ao povo. Esse conselho é um crime contra o povo, é entregar o povo para a violência do fascismo.