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Ficou bem claro, com a greve dos caminhoneiros, que o regime golpista não consegue se segurar nas pernas. A greve impôs uma crise gigantesca contra o golpe, que até o momento não conseguiu se recuperar, não conseguiu superar os danos da greve.

O regime não tem autoridade alguma. Temer fez inúmeros pronunciamentos sem qualquer resultado prático. Os militares esboçam uma reação, mas estão, também, contando os passos para evitar um desastre ainda maior. O regime golpista está em uma de suas maiores crises desde a deposição ilegal de Dilma Rousseff. É a hora de entrar a CUT.

A Central Única dos Trabalhadores possui uma gigantesca base social de aproximadamente quatro mil sindicatos espalhados pelo Brasil. Toda essa base é atacada pelas medidas do golpe de Estado, e é ela que precisa se mobilizar para enfrentar o regime.

Mobilização através da convocação e organização de uma greve geral, por tempo indeterminado. Isso seria um “direto de esquerda”, na linguagem do Boxe, no queixo do regime, que não teria a menor capacidade de reação, iria à lona rapidamente.

É um chamado desses que colocaria para correr todo um setor direitista da sociedade, que acena, novamente, com a intervenção militar. Uma greve para varrer, de uma vez por todas, toda essa corja entreguista, que quer ver o povo brasileiro debaixo das botas dos militares; mobilização capaz de efetivamente conquistar a liberdade de Lula, por sua candidatura e contra todas as medidas dos golpistas.

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