Crise no imperialismo
O verdadeiro vandalismo foi a operação histérica montada com participação da esquerda americana, que apelando aos piores instintos da população, elegeu Biden. Se elegeu mesmo…
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Jornalista atacado. Censura foi uma das principais armas da campanha golpista que elegeu Biden | Foto: Reprodução

A crise generalizada que assola os Estados Unidos ganhou novos contornos esta semana, com os protestos ocorridos no interior do Capitólio, que foi ocupado por manifestantes durante a cerimônia em que o Congresso americano reconheceu Joe Biden como presidente eleito. Cinquenta pessoas foram presas durante a manifestação e 4 foram mortas pela polícia.

Aproveitando a situação, a presidente da Casa dos Representantes -equivalente à nossa Câmara dos Deputados-,Nancy Pelosi, do partido Democrata, vem pressionando o presidente americano, Donald Trump, a renunciar “imediatamente”, sob ameaça de abrir um processo de impeachment contra Trump.

Em todo o planeta, o imperialismo apresentou o caso como um ataque à “democracia” -seja lá o que for isso-, caracterizando o movimento como uma tentativa de golpe de Estado. Porém, como este Diário Causa Operária noticiou inúmeras vezes, o verdadeiro golpe contra a população americana, iniciou-se muito antes e foi realizado em favor de Joe Biden, representante do imperialismo nas eleições ocorridas em novembro.

 

Fraude eleitoral

Desde a vitória de Joe Biden como presidente dos Estados Unidos, quatro estados americanos questionaram a lisura do processo eleitoral e entraram com ações na Suprema Corte.

As ações fundamentam-se em denúncias de irregularidades e inconstitucionalidades ocorridas em outros estados durante o processo eleitoral. Em uma destas ações, o Texas processou os estados da Geórgia, Michigan, Pensilvânia e Wisconsin, acusando-os de mudanças inconstitucionais nas eleições deste ano, alegando que tais inovações de ordem burocrática poderiam mudar o rumo das eleições.

A procuradora-geral do estado de Arkansas, Leslie Rutledge (Republicano) decidiu apoiar o Texas “de todas as formas legalmente apropriadas”, afirmando que “a integridade de nossas eleições é uma parte crítica de nossa nação e deve ser defendida”.

O também procurador-geral da Louisiana, Jeff Landry (Republicano), também declarou seu apoio aos processos e se disse preocupado com a postura de diversos estados diante das eleições. Acusando as tentativas de contornar a Constituição americana, Landry destacou que o estado já apoiou outras ações feitas contra a Pensilvânia com a alegação de fraude eleitoral.

As acusações feitas pelos procuradores são semelhantes às que Donald Trump -e a ala republicana aliada ao magnata- apresentou durante e depois da apuração dos votos nas eleições.

 

Censura

Uma das vítimas da campanha de Joe Biden, o jornalista norte-americano radicado no Brasil, Glenn Greenwald sofreu na pele a disposição nula de Joe Biden para lidar com liberdades democráticas, sendo alvo de a censura no sitío The Intercept por matéria que tratava dos negócios de um dos filhos de Biden com empresários da Ucrânia. O caso acarretou a demissão de Greenwald do sítio.

Em entrevista à Folha de São Paulo, o jornalista censurado alertou que a percepção da esquerda brasileira sobre Joe Biden estava completamente equivocada:

“Política não é sobre quem você gosta como ser humano. Biden tem 50 anos no poder, e é muito claro o que ele vai defender, qual ideologia vai implementar. Ele não é Lula, não é Evo Morales, não é contra a guerra, não é socialista.” 

A censura, aliás, foi uma das principais armas do processo fraudulento que levou Biden a vencer Trump. Meses antes da disputa propriamente dita, os monopólios que controlam as redes sociais já vinham fechando o cerco contra o atual presidente americano, advertindo-o por suas publicações e até mesmo censurado suas páginas.

A censura nas redes sociais atingiu tamanha magnitude que o Twitter passou a recomendar a seus usuários que não confiassem nas informações divulgadas por Donald Trump, colocando um selo de aviso sob cada postagem feita pelo perfil de Trump.

 

Mentiras, histeria e frente ampla

Desde as prévias no partido Democrata, quando disputou a indicação do partido com o popular esquerdista Bernie Sanders, o poder econômico do setor mais poderoso da burguesia americana se impôs para beneficiar Biden.

A capitulação de Bernie Sanders abriria a porteira para uma sucessão de outras capitulações, submetendo o eleitorado de esquerda nos EUA a uma confusão enorme, baseada em uma campanha de mentiras e histeria coletiva, dedicada a apagar o Biden que os americanos conheciam tão bem e há tantas décadas, para impor um assédio contra a população pelo voto no democrata.

Lembrando essa parte a ser esquecida, na mesma entrevista à Folha citada acima, Gleen Greenwald lembra que Biden foi um dos principais articuladores do Partido Democrata na defesa da guerra no Iraque e em outros países do Oriente Médio, como o Afeganistão, sendo também responsável pelo encarceramento em massa da população negra norte-americana.

Tal porção da biografia de Biden, por sinal majoritária em sua longa trajetória política, foi completamente ignorada, cedendo lugar à histeria pelo aquecimento global, no que o imperialismo contou com Noam Chomsky, ao voto no “mal menor” do racismo -com valiosa contribuição de Angela Davis-, e a profunda submissão da esquerda americana ao imperialismo.

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