O Golpe de Estado colocou o povo paraguaio na miséria

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Da redação – Após seis anos de Golpe de Estado no Paraguai, a situação da população só piora em todos os níveis. Assim como tentam fazer no Brasil, os golpistas atacam violentamente os direitos da população e levam adiante uma política que produz um aprofundamento da miséria.

Essa situação fica bem clara na falta de acesso aos serviços de saúde e educação e no aumento do desemprego, que só cresce. Essa situação aprofunda ainda mais a desigualdade social no país, colocando um número sempre maior de trabalhadores em situação de pobreza. O que vem ocorrendo no Paraguai é a implementação do modelo neoliberal, que aumenta a exploração dos trabalhadores enquanto rebaixa seu nível de vida e ataca seus direitos.

Isso vem acontecendo em todos os países nos quais o imperialismo financiou golpes de estado na ultima década, como é o caso do Brasil. Como afirma o pesquisador Federico Kucher “o modelo implementado gera desigualdade, não fomenta a produção nem estimula o mercado interno. É um modelo de crescimento empobrecedor, impossível de se sustentar ao longo do tempo”. Segundo dados de órgãos que realizam censo no Paraguai, aproximadamente 26,4% da população paraguaia está em situação de pobreza, e a tendência é que este número aumente, o que coloca o Paraguai em terceiro lugar no nível de pobreza em toda a América do Sul.

O Golpe de Estado também atacou severamente a educação e a situação de vida dos jovens, pois reduziu os investimentos em educação e provocou redução das vagas de emprego. Segundo estudos realizados no país um milhão de jovens entre 15 e 29 anos não estuda e nem tem acesso a nenhum tipo de centro educacional, o que é aproximadamente um sétimo da população. Além disso, 28,5% dos jovens estão procurando emprego e o trabalho infantil também apresenta crescimento.

O Paraguai deve ser considerado um exemplo do resultado de um Golpe de Estado, a situação do povo só piora e crescem as taxas de desigualdade social, mortalidade infantil e desemprego. Vale ressaltar que a maior taxa de pobreza se encontra no campo, onde os camponeses vêm sendo presa fácil dos latifundiários e das grandes empresas, assim como os indígenas, e acabam sendo expulsos em direção à periferia das grandes cidades.