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Em matéria publicada nesta sexta-feira (10), o jornal O Globo atacou Bolsonaro por dizer que o racismo é raro no Brasil. Na matéria eles relatam que, na mesma semana do pronunciamento do presidente, representantes da sociedade civil estavam denunciando à Comissão de Direitos Humanos da OEA sobre os efeitos trágicos para a população negra trazidos pelo pacote anticrime do ministro Sérgio Moro e a política  de segurança pública do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

Bolsonaro fez uma típica declaração racista. No entanto, a Globo também é racista, tanto nas suas relações com empregados, como do ponto de vista da propaganda e da política que defende. William Waack recebeu algo em torno de R$ 3,5 milhões de indenização da emissora, depois de ter seu contrato rescindido, devido a um áudio vazado com comentários racistas. O que aconteceu com Willian Waack foi um prêmio, diante do “vazamento” de uma prática corriqueira naquela empresa e como uma gratificação para que nada mais fosse divulgado. Logo na sequência, o jornalista foi contratado pelo Estadão, outro órgão da imprensa golpista. Isso nada mais é do que um jogo de compadres.

No ano passado, o MPT (Ministério Público do Trabalho) determinou que a Globo acatasse medidas de “promoção” de profissionais negros em sua teledramaturgia e no jornalismo. No entanto, não será o Ministério Publico que fará a Globo deixar de  ser racista , pois o Ministério Público é um braço do Estado, ou seja, o mesmo que garante a opressão do povo negro e sua situação de inferioridade social.

O Globo apoiou a intervenção militar no Rio de Janeiro e justificou a ação da polícia que disparou 80 tiros contra o carro do músico no Rio de Janeiro e apoia a ação da Polícia Militar, responsável pelo crescimento de mortes de jovens negros.