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Bloco Vermelho encheu as ruas da capital do País

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Política de Frente Ampla

O Globo aplaude frente ampla em Israel para repeti-la no Brasil

A direita venceu com o política do espantalho nos EUA e agora em Israel. Farão o mesmo no Brasil?

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O povo sai às ruas em Israel e no Brasil como fizeram nos EUA em 2020. No detalhe a extrema direita: Netanyahu, Trump e Bolsonaro. – domstersch

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Nessa quarta feira (02/06) o jornal O Globo publicou uma matéria com o título “Da direita à esquerda, uma coalizão anti-Netanyahu em Israel”. Já no título pode-se perceber que o objetivo é enaltecer a ideia de uma frente ampla. O Globo conduz seu leitor a concluir que, em nome do combate ao “extremismo”, no caso israelense a extrema-direita, deve-se abandonar as bandeiras ideológicas e abraçar o “senso comum”. Contudo, não é preciso mais do que um parágrafo para O Globo revelar que a união direita e esquerda deve ocorrer nas bases de uma política de direita. Ao se referir a Yair Lapid, vértice da coalizão frente-amplista de Israel, O Globo diz que “Seria uma espécie de versão israelense do presidente francês Emmanuel Macron”. Pronto, ai está a revelação do modelo a ser seguido de acordo com o que é aceitável para a burguesia.

Porque a frente ampla é boa para O Globo?

Não é por acaso que O Globo usa o exemplo de Israel, lá como cá, há um forte descontentamento popular com um governo de feição fascista. Não só isso, as manifestações violentas ocorridas em Israel revelaram que assim como no Brasil, a crise é sintoma de um regime político esgotado.

A frente ampla israelense congrega partidos de esquerda moderados como o Trabalhistas e o Meretz, o partido Nossa Casa Israel, com uma base eleitoral de judeus, partidos de direita como o Yamina, o Nova Esperança e o Azul e Branco e o partido Ra’am de orientação muçulmana árabe-israelense.

Yair Lapid, do partido Yamina, é apontado como um político centrista altruísta que abriu mão do cargo de premier, no entanto ele indicou o ultradireitista Naftali Bennett para o cargo de primeiro ministro. Contraditoriamente O Globo diz: “Pode parecer uma contradição, já que Bennett está à direita de Netanyahu, sendo abertamente contra a criação de um Estado palestino, além de ter feito lobby a favor dos assentamentos na Cisjordânia”. Notem que o texto diz que pode parecer uma contradição, mas depois não diz que não é.

Fazer frente com a direita é trair o povo

Essa frente ampla foi uma traição da esquerda às fortes tendências populares em romper com o regime político em Israel. Ao invés de liderar o povo com suas reivindicações legítimas, a esquerda colocou-se a reboque da direita e permitiu a ascensão de um político ainda mais direitista que Netanyahu.

O Globo contudo, louva a iniciativa da frente ampla, dizendo que Bennett não terá condições de ser tão direitista por falta de base parlamentar, mas não considera que o regime político israelense como um todo está se inclinando para a direita, seguindo uma tendência mundial, enquanto as massas se inclinam para a esquerda. Este é o paradoxo que explica a traição da esquerda israelense e que o jornal golpista sonha em reproduzir no Brasil.

Esquerda, não recicle o lixo político!

O fato é que o Globo, assim como a burguesia, sabe que o povo brasileiro sepultou na lata do lixo toda a direita tradicional, não por convicção ideológica, mas pelo aprendizado prático que a evolução política proporciona. Assim, a burguesia precisa da esquerda para eleger um direitista qualquer, o que só é possível com uma frente ampla de um lado e um espantalho do outro. Foi assim nos Estados Unidos, quando a frente ampla elegeu o representante de Wall Street e do complexo industrial militar, tendo Trump no papel de espantalho.

Fica claro que a análise do colunista d’O Globo é feita para influenciar a esquerda brasileira, uma vez que os cenários são muito parecidos, manifestações de massas contra um governo de extrema-direita, insatisfação com o regime político e um espantalho grotesco difícil de engolir, Netanyahu em Israel e Bolsonaro no Brasil.

No Brasil a burguesia tenta manobrar com uma saída institucional por meio da CPI, mas para isso é preciso colocar a esquerda a reboque da direita, uma manobra cada vez mais complicada diante da força demonstrada pela manifestação do dia 29 e da forte inclinação à esquerda por parte das bases militantes e de setores mais avançados dos trabalhadores. Sobre o texto d’O Globo tiremos uma última lição, se a direita elogiar o sol, desconfie do sol.

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