É preciso agir
A política genocida dos patrões de frigoríficos está aumentando, cada vez mais, a quantidade de trabalhadores contaminados
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tendal de bovinos em frigorífico
Tendal de bovinos em frigorífico | Foto: Reprodução

A proliferação do coronavírus nos municípios de vários estados do país continuam crescendo. Os números divulgados até o final de julho, que já estava em mais de 125 mil trabalhadores, dados levantados pelos representantes dos trabalhadores, como os sindicatos, federações e confederações já extrapolaram, podendo sem medo de qualquer erro, ter dobrado essa quantidade, no entanto os patrões continuam deixando os operários à própria sorte.

No começo da pandemia se falava em JBS/Friboi, BRF-Brasil Foods, Marfrig, Minerva, Mataboi, Aurora, Milano, etc.. O que já demonstrava a avalanche de trabalhadores que estavam sendo e ainda estão sendo contaminados dentro do setor frigorífico. No entanto, sabe-se que no Brasil existem milhares de frigoríficos, como a federação de frigoríficos do Paraná afirmou em artigos da imprensa capitalista, em junho, somente naquele estado são mais de 300 frigoríficos.

Agora, como denuncia o artigo da Central Única dos Trabalhadores (CUT) da última quarta-feira (21) começa a aparecer outros frigoríficos de nomes menos reconhecidos, como o Frigolon frigoríficos, um abatedouro de bovinos da cidade de Santa Rita do Pardo, município de Mato Grosso do Sul. Nesta fábrica, o Ministério Público do Trabalho (MPT) constatou, em investigação, que existem 17 trabalhadores testados positivos, de um total de 169 funcionários. Suspeita-se que o número seja bem maior. Desta forma, estipulou que, até o dia 30 de outubro, todos os trabalhadores devem realizar o teste e, deverá ser acompanhado pela Secretaria do Estado da Saúde.

Diferente de outras ocasiões, onde existiam casos como esse, onde o MPT interditava as instalações do frigorífico, dessa vez, simplesmente indicou que, os trabalhadores contaminados fossem afastados pelo período de 14 dias e os demais deverão realizar testes e, verificadas as condições, também deverão ser afastados.

O MPT, no entanto, preferiu fazer com que a empresa acatasse o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), estipulando uma multa de R$ 10 mil para cada item dos 47 listados no documento, ou seja, o que invariavelmente não é cumprido pelos patrões do setor frigorífico. Tendo como exemplo, a Cooperativa Aurora que, firmou acordo com o MPT e, só depois da denuncia da China de encontrar produtos contaminados da empresa é que, supostamente foram realizados os testes, porque após o anuncio de que iria testar todos os funcionários, não se falou mais no caso.

Para que os patrões dos frigoríficos, não têm nenhuma importância às condições de vida dos trabalhadores, uma vez que a produção está escoando e as contas bancárias crescendo o seu volume de dinheiro e, no Frigolon não é diferente, existe sempre uma questão a ser levantada, qual seja, em todo esse período, quantos trabalhadores contraíram o vírus e o contingente de operários com sequelas?

É preciso organizar a greve dos trabalhadores, que deve ser nacional, no entanto, os trabalhadores de cada região, município, de cada estado, devem discutir com os colegas, sobre esse assunto, é preciso impor uma derrota à política dos patrões que, para aumentar o lucro de suas empresas são capaz de levar seus funcionários à morte.

A CUT, sindicatos, federações e confederações como a Contac, entre outras estão realizando uma campanha, onde denuncia as atrocidades cometidas pelos patrões, intitulada “A carne mais barata do frigorífico é a do trabalhador”.

O objetivo é fazer com que os patrões resolvam as questões relacionadas às condições de trabalho, sobretudo diante da política genocida que vem sendo praticada diante da pandemia do Coronavírus, do contrário, somente a greve para não deixar que os patrões matem os trabalhadores como se fossem moscas.

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