Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit

Para os que não se lembram, o general Mourão ameaçou o país de golpe faz alguns meses. Nas palavras dele, o Brasil precisaria de alguém como ele para “tomar conta do país”. Devido às suas declarações, o General Antônio Hamilton Martins Mourão foi “exonerado das Forças Armadas”. Mas na verdade ele foi promovido à Secretário Geral do Exército Brasileiro.

No dia 28 de fevereiro, seu último dia no cargo (do qual nunca foi realmente afastado), fez um discurso tão raivoso quanto suas declaração anteriores. Em sua fala chamou o torturador Brilhante Ustra de “herói”, declarou apoio ao golpista Jair Bolsonaro e classificou a intervenção militar no Rio de “fajuta”. Completou dizendo que o golpista mor, Michel Temer, deve ser “expurgado da vida pública”.

Para Mourão, a intervenção no Rio é “fajuta” porque ela deve ser mais “anti-povo” (se é que isso é possível) e mais dura, sem governo civil, com os militares no comando total da operação. Essa declaração deixa claro que estamos assistindo um grande passo adiante da militarização da situação política nacional. O país está ameaçado de um processo de liquidação de direitos da população.

Vale desfazer um equívoco central sobre essa questão: deu para perceber, na medida que surgiram as declarações do Mourão no ano passado, que a maior parte dos setores da esquerda pensou que o golpe militar seria “ideológico” – teria uma motivação ideológica, contra o PT, contra os comunistas, contra as organizações populares. Esse ângulo existe, uma parte das Forças Armadas pensa assim, mas a questão do golpe não está colocada nesse sentido nesse momento. O golpe está colocado como garantia do estado capitalista. A declaração que unificou todos os militares é clara: a situação é caótica e se essa se aprofundar seremos obrigados a intervir para controlar a situação. O exército é a garantia em última instância da garantia da ordem e da estabilidade.

Os militares têm o controle político de parte essencial do segundo estado mais importante do país, toda a esquerda deve se organizar e lutar contra esse duro ataque contra a população brasileira! Não a intervenção militar! Abaixo o golpe! Não a prisão de Lula!

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Relacionadas