Efeitos da crise capitalista
A pandemia, a crise econômica e a política dos governos golpistas levam os trabalhadores a uma situação de catástrofe: é preciso reagir!
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Número de desempregados é mais da metade da população ocupada no país | Foto: REUTERS/Amanda Perobelli

A crise da saúde por conta da pandemia do coronavírus aprofundou ainda mais a crise econômica, esta como consequência direta da política estabelecida pelos governos golpistas de ataque às condições de vida da população.

De acordo com os números divulgados no meses de abril e março, pelo Instituto de Economia Aplicada, o IPEA, pela primeira vez na história a população desocupada, ou desempregada, foi maior do que a população empregada em idade ativa no Brasil nos respectivos meses. Em março, o índice de ocupação fora de 48,8%, já em abril o índice foi de 48,5%.

Na prática os números e a desproporção tende a ser muito maiores, pois o levantamento não leva em consideração aquelas pessoas que deixaram de procurar emprego no período citado devido à pandemia e ao isolamento social. De acordo com o IBGE, aproximadamente 26,7 milhões de pessoas estão nesta situação no Brasil

O índice de desemprego, que no último trimestre, encerrado em janeiro, foi de 11,2%, passou para 12,5% em abril e chegou a 12,8% em junho.

Se forem somados os números de desempregados no país em junho, 11,8 milhões, com o número de pessoas que deixaram de procurar emprego, 26,7 milhões, chegamos a marca catastrófica de 38,5 milhões de pessoas sem emprego no Brasil. O que corrobora a estimativa de que o número de desempregados corresponde a mais da metade da população em idade ativa para o trabalho no país.

O alto número de desempregados afeta toda a classe trabalhadora. Este fator consiste no chamado exército industrial de reserva. Para os patrões, os capitalistas, tal fato permite a adoção de medidas como o rebaixamento salarial dos trabalhadores que estão empregados, além da imposição de vários tipos de chantagens contra a classe trabalhadora, como a ameaça, ou até mesmo o corte dos direitos e garantias que ainda restam para os trabalhadores.

Quanto maior o número de desempregados, mais fácil é a vida dos patrões, os quais conseguem por meio do terrorismo contra os trabalhadores, fazer com que estes trabalhem mais e ganhem menos, tendo como respaldo a grande oferta de mão de obra desocupada.

Na última semana, por exemplo, o governo golpista de Bolsonaro aprovou por decreto uma medida que permite as empresas demitirem e recontratarem os trabalhadores com salários menores. Uma proposta, vale destacar, inconstitucional mesmo nos marcos do estado capitalista. Este caso demonstra como os capitalistas se aproveitam da crise, e até mesmo do desespero dos trabalhadores, para impor uma situação de quase escravidão.

A única forma de resistir a esta ofensiva dos capitalistas é por meio da mobilização da classe operária. Neste ponto, é de extrema urgência superar a política de paralisia das direções sindicais e dar início a uma reação contra os patrões. É preciso lutar contra as demissões e contra o desemprego, defendendo reivindicações como a redução da jornada de trabalho, sem a redução dos salários, permitindo que todos trabalhem.

 

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