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O número de mortos pelo Estado basileiro representado por seus aparelhos repressores, bem como a polícia militar, exército etc. são exorbitantes com relação a população negra. Essa é uma realidade cotidiana e principalmente para aqueles que residem na periferia, uma vez que é onde há maior concentração da população negra, e isso se deve propriamente por consequência da opressão dos negros.

E o exemplo recorrente é o Estado do Rio de Janeira, onde há o maior número de comunidades que se localizam nas periferias, e portanto é o principal alvo de repressão. São diversos os fatores que culminam na violência que existe nessas áreas, mas principalmente está a desigualdade.

O massacre promovido pelo estado contra a população se reflete de maneira acentuada na Baixada Fluminense, local onde se tomou a iniciativa de criar o “Tribunal Popular da Baixada Fluminense”. A ideia consiste em julgar os casos cujo responsável não foi punido, que representa grande maioria dos assassinatos que aconteceram na comunidade. É o clássico primeiro atira e depois pergunta, ou como muito acontece se alega que foi fruto da troca de tiros entre policiais e suspeitos e portanto, não é possível constatar.

O Tribunal Popular vem sendo organizado por movimentos sociais, mas principalmente pelo MNU (Movimento Negro Unificado). Com o projeto, a intenção é buscar o mínimo esclarecimento sobre os casos que não houve respaldo do estado, sabendo que o mesmo é o grande responsável pelo massacre da população negra no país.

Os representantes do projeto, denunciam a ação indiscriminada do estado que mata e pune um dos setores mais oprimidos do país, onde a população negra é a que mais morre e é a que está majoritariamente encarcerada pelo estado burguês.

Ao final dos julgamentos que se realizarão, será elaborado documento que será enviado para dois núcleos do Ministério Público: o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) e a Assessoria de Direitos Humanos. Também será encaminhado ao Sistema Interamericano de Proteção aos Direitos Humanos.

A iniciativa tomada por ativistas representantes dos movimentos sociais, em especial o MNU e também por familiares daqueles que foram vítimas do estado terrorista, demonstram o caminho a se seguir: a organização da população e do movimento de luta do povo negro diante de uma resolução buscada pelos próprios interessados, denunciando a maquina de matar do estado, assim deslocando a população para uma verdadeira reação contra o estado opressor.

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