PCdoB e o bem x mal
Na fantasia dos “comunistas” não houve e nem há golpe, não há luta de classes, apenas a luta entre dois campos liderados pela burguesia
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BRASÍLIA, DF, 31.05.2019: PSDB-CONVENÇÃO - João Doria e o ex-governador de SP Geraldo Alckmin  - Convenção da executiva do PSDB, em Brasília. PSDB elegeu nesta sexta-feira (31) o ex-deputado federal e ex-ministro Bruno Araújo (PE) como presidente nacional do partido para um mandato de dois anos.. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
Alguns dos supostos líderes do "campo democrático, patriótico, popular e progressista" | Foto: Reprodução

É a “festa da democracia”. Golpe?  Houve Golpe?

“Quanto riso, oh, quanta alegria!…”

“Começou oficialmente a nona rodada de eleições municipais do período da redemocratização iniciado em 1985”.

É o anuncio entusiasmado do site Vermelho, ligado ao PCdoB (Partido Comunista do Brasil), em matéria intitulada “Derrotar o bolsonarismo a partir das cidades”.

“…Mais de mil palhaços no salão…” 

“Mais de meio milhão de candidaturas, nas ruas e nas redes, já estão em ritmo frenético, posto que vêm de uma pré-campanha que deu a largada no início do ano. Os números não são definitivos, mas, se confirmados todos os candidatos de 2020, o aumento será de 27% em relação às eleições de 2016…”

Completa o Vermelho, lamentando que o grande número de candidatos seja

“consequência da arbitrária proibição de coligação proporcional, o que obrigou cada legenda a compor sua chapa própria às câmaras municipais. Fato que impulsionou também o aumento do número de candidaturas às prefeituras.”

As “singularidades” dessas eleições, seriam segundo os “comunistas” que

“é a primeira vez que elas se realizam com um governo de extrema-direita. Outra singularidade é que ocorrem sob a maior pandemia dos últimos tempos”.

Sem mencionar em nenhum momento que as eleições se dão  em meio a um golpe de Estado, em uma  ditadura que impôs uma legislação reacionária, por meio da “reforma eleitoral” aprovada pelo Congresso golpista em 2017, e que ocorrem sob o controle das grande máquinas eleitorais da burguesia, da sua imprensa venal etc. o PCdoB procura apresentar as eleições deste ano como mais uma do “período da redemocratização”, o que provavelmente – como cinicamente afirma a burguesia golpistas – estaríamos em pleno funcionamento do “regime democrático”, o qual nunca existiu de fato no Brasil.

No “sonho” dos “comunistas – que não se apóia na dura e antidemocrática realidade,

“as eleições, sobretudo nas capitais e nos grandes e médios municípios, serão permeadas pelo confronto entre os campos políticos bolsonarista e oposicionista, o campo democrático, patriótico, popular e progressista”.

Estariam representados, portanto, o “bem” e o “mal”. Sendo o “bem” representado pelos partidos e políticos que derrubaram Dilma Rousseff, que comandaram o golpe, empossaram Temer e, depois  – graças à condenação e prisão ilegal de Lula – o presidente Bolsonaro. Ou seja, os “mocinhos” são os pais dos “bandidos”, os que criaram as condições para o surgimento e desenvolvimento da horda bolsonarista e que apoiaram a fraude da chegada do golpista ao governo.
Obviamente que o PCdoB não se dá ao trabalho de explicar porque o “bem”, o “o campo democrático, patriótico, popular e progressista”, e o “mal”, o “capo bolsonarista”, se juntaram em tudo que ;e fundamental  contra os trabalhadores.
“Bandidos” e “mocinhos” votaram juntos e unidos, no “mesmo campo”, as “reformas” trabalhista e da Previdência; o congelamentos dos gastos públicos por 20 anos; as reformas nos Estados (mesmo os governados pela “bondosa” oposição).
Juntos nada fizeram para combater a pandemia que já matou mais de 145 mil brasileiros (segundo nada confiáveis dados oficiais) e atuam para reabrir escolas e tudo mais para favorecer os interesses dos bancos e outros tubarões capitalistas.

Não por acaso, os dois lados, “opostos” na miragem do PCdoB, se colocaram contra até mesmo o afastamento legal do presidente ilegítimo. O lado “mal”, conteve alguns ímpetos mais exaltados e o lado “bom”, impediu a tramitação dos 52 pedidos de impeachmet, sob a liderança do “democrata” e “patriota” Rodrigo Maia (DEM), com quem o PCdoB tem muito boas relações (votou nele três vezes para presidência da Câmara), e que também foi apresentado pelo “chefe dos malvados”, Bolsonaro, como “general da reforma da Previdência”, o maior roubo dos trabalhadores de todos os tempos.

Apesar de tamanha “unidade” contra o povo trabalhador e explorado, os “comunistas” que há muito deixaram de lado a existência da luta de classes, anunciam que

“as eleições de 2020 são uma grande oportunidade para as forças democráticas e progressistas desmarcarem Bolsonaro, responsabilizando-o pela tragédia sanitária, econômica e social que se manifesta concretamente no território das cidades”.

Ou seja, apresentam a “senha”, a forma como os maiores inimigos do povo brasileiro, entreguistas, golpistas e responsáveis por todo tipo de crime contra a população nas últimas décadas irão encenar uma disputa “democrática” contra o “mal”, uma política que, no máximo serviria para que  o PCdoB e outros setores da esquerda pequeno burguesa e burguesa se bandeiem para o bloco dos bandidos golpistas do inexistente “campo democrático, patriótico, popular e progressista”, da frente ampla e procurem limpar a ficha suja desses senhores.

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