Burguesia teme a mobilização
Atacando os “extremos” burguesia busca emplacar política usada nas últimas eleições, contudo, já deixa claro que para impedir Lula, Bolsonaro é uma opção.
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Para impedir Lula, burguesia não exitará em usar Bolsonaro | Theo Marques/Framephoto

O jornal Estado de São Paulo veio novamente ao publico atacar a polarização política, hoje centralizada nas figuras de Jair Bolsonaro e Lula, que, como mesmo comenta o jornal burguês, discursaram para a população no último dia 7 de setembro.

Refletindo a posição do principal setor da burguesia brasileira, o jornal considera que ambos teceram “as conhecidas armas do autoritarismo e do atraso, reiterando a miséria ideológica produzida pelo lulopetismo e pelo bolsonarismo”.

Por um lado, Bolsonaro é criticado por suas declarações tipicamente militares, como no seu discurso, onde declarou que “o sangue dos brasileiros sempre foi derramado por liberdade”. Por outro, Lula é taxado de um propagador de “fake news”, com uma linha que “recitou todo o abecedário do subdesenvolvimentismo militante”. Para o Estadão, a crítica de Lula ao imperialismo e a pagar juros ao sistema financeira, é um absurdo. Sendo acusado inclusive, de se portar como um “líder de chapa estudantil”.

Por fim, o texto conclui que Lula e Bolsonaro são duas faces da mesma moeda. Ou seja, o candidato da classe operária é igual ao inimigo dos trabalhadores.

O cinismo é gigantesco, mas esta matéria, não se isola da política geral da burguesia, que já se utilizou destas declarações no período eleitoral, quando na tentativa de emplacar Alckmin, atacava os “extremos”.

O ataque a polarização nada mais é que um ataque a luta dos trabalhadores. A revolta popular é um grande risco a burguesia, e figuras como Bolsonaro apenas as incitam. Lula é justamente o candidato do povo, nos olhos do trabalhador brasileiro, independente das suas ideias, mais ou menos combativas, sua presença na luta política é por si só um fator de mobilização popular.

A burguesia já se prepara para o confronto inevitável entre os dois polos. Contudo, assim como em 2018, demonstra com toda clareza que no risco de uma vitória dos trabalhadores, o fascismo é a sua principal arma.

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