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Greve dos petroleiros
O desespero do governo golpista com a greve dos petroleiros
Petroleiros passam por cima do governo e do TST golpistas e mantém a greve
petroleiros
Greve dos petroleiros
O desespero do governo golpista com a greve dos petroleiros
Petroleiros passam por cima do governo e do TST golpistas e mantém a greve
Petroleiros em greve Arquivo DCO
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Petroleiros em greve Arquivo DCO

No dia 25 de novembro de 2019, os petroleiros começaram a greve contra o desmonte da empresa pelo governo golpista do fascista Jair Bolsonaro em favor do imperialismo.

Das unidades ligadas a Federação Única dos Petroleiros (FUP), somente Minas Gerias não paralisou suas atividades.

Pela manhã da última segunda-feira (25), as refinarias dos estados da Bahia, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Ceará, bem como as unidades de Paulínia e Capuava, em Mauá, no estado de São Paulo, não houve troca de turno. Os trabalhadores do turno da manhã não entraram para trabalhar e os do turno da noite foram obrigados a ficar trabalhando, por imposição das chefias. O desrespeito a qualquer norma trabalhista, pelo fraudulento governo de Bolsonaro é o que impera.

Os trabalhadores decidiram pela paralisação contra o desmonte da Petrobrás, por assedio aos trabalhadores, desrespeito aos trabalhadores doentes, bem como, contra o rebaixamento dos salários.

Há um interesse dos abutres de abocanhar toda a estatal e, neste caso, as refinarias, neste momento são o alvo da vez. O presidente fascista, juntamente com o ministro pinochetista Paulo Guedes e Paulo Roberto Castelo Branco, atual presidente da Petrobrás, estão tramando todo um plano para entregar todas as refinarias, começando, em primeiro lugar, pelas refinarias do norte e nordeste, o que corresponde à metade da produção. Junto à entrega desse patrimônio do povo brasileiro, está sendo preparado mais um corte de contingentes enormes de trabalhadores.

A greve começou com muita força

De acordo com as informações de sindicatos de cada unidade e da FUP houve no primeiro dia uma adesão bastante grande na maioria dos lugares.

Na Bahia

De acordo com o Sindicato dos Petroleiros a Bahia, “a greve da categoria petroleira na Bahia começou forte, atingindo todas as unidades da Petrobrás e da Transpetro com adesão de trabalhadores próprios e terceirizados. Houve corte de rendição dos turnos na Refinaria Landulpho Alves, Transpetro e UO-BA. A greve, por tempo determinado, acontece até sexta-feira (29)”.

Em São Paulo

Em Capuava, na cidade de Mauá e Paulínia, na região de Campinas, os trabalhadores que renderiam os trabalhadores do turno da noite, realizaram piquetes e não entraram para trabalhar, e os trabalhadores da noite tiveram seu turno de trabalho dobrado, por imposição das chefia, supervisores e gerentes”.

No Rio Grande do Sul

Em greve desde a 0h desta segunda-feira, os petroleiros gaúchos protestam contra as anunciadas vendas da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, e o conjunto de oleodutos e terminais que representam 90% da Petrobrás no RS.

Segundo o diretor de Finanças, Administração e Patrimônio do Sindicato dos Petroleiros do RS (Sindipetro-RS), Dary Beck Filho, a adesão foi de 85% dos 700 funcionários da Refap. “É para alertar a população porque somente a sociedade pode impedir essa venda”… ele adverte que os preços da gasolina e do diesel aumentarão se a venda da Refap, prevista para fevereiro de 2020, se consumar. “Eu desafio a me provarem que o preço vai baixar”.

Contra as demissões e remanejamento de trabalhadores

A greve também faz parte da defesa do direito do emprego dos trabalhadores, onde o efetivo, hoje, corresponde a mais de 60 mil, o maior contingente de trabalhadores são  terceirizados. Em um período de cinco anos, mais de 12 mil trabalhadores foram demitidos

A paralisação se dá também contra o rebaixamento dos salários, como vem ocorrendo em praticamente todos os setores das várias unidades da Petrobrás.

Conforme a Federação Única dos Petroleiros (FUP), “a greve pelos empregos e por segurança vai de encontro à política da atual gestão da Petrobrás que vem descumprindo acordos e tomando medidas unilaterais em prejuízo da categoria petroleira”.

A estratégia para diminuir o quadro de funcionários passa pela implantação de programas de demissão como PDV e, PDA, transferências – que estão suspensas na Bahia por ordem de liminar obtida pelo MPT – até a pressão e assédio moral coletivo”.

FUP determina a continuidade da greve contra a decisão do TST

No final da noite da segunda-feira (25) data em que os trabalhadores iniciaram a greve, o ministro de extrema-direita do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Ives Gandra Martins Filho, em conluio com a direção da Petrobrás bloqueou e ainda  das contas das entidades representativas dos trabalhadores e da FUP R$ 2.000.000,00 e ainda determinou a suspensão do repasse das mensalidades sindicais até o limite das multa diárias que estão sendo impostas aos sindicatos e à FUP, com a estapafúrdia desculpa de que os trabalhadores da Petrobrás recentemente assinaram o Acordo Coletivo, Quando a própria Petrobrás é que está empenhada em não cumprir uma cláusula sequer do acordo firmado.

Mesmo com os ataques do governo e a justiça a FUP e os sindicatos reafirmaram na noite dessa segunda a manutenção da greve conforme programada. Além da solidariedade, a tarefa dos sindicatos cutistas e da própria CUT é impulsionar a mobilização de outras categorias – como os Correios, onde a empresa rasgou o já rebaixado acordo da data-base – visando a unidade diante da possível greve por tempo indeterminado dos petroleiros, caso suas reivindicações não sejam atendidas.