Segunda onda
Uma nova explosão de infecções e mortes pela covid toma conta do continente europeu, onde lideres tentam conter a pandemia com toque de recolher, mas permitem escolas abertas
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Funcionário limpando a Praça Duomo, em Milão, na Itália | Foto: Flavio Lo Scalzo/Reuters

Após a reabertura da economia com comércios e escolas, na tentativa de mostrar a população que o mundo estava “voltando ao normal”, a Europa enfrenta uma segunda onda de coronavírus e governos dos países europeus tentam controlar pandemia com o lockdown.

Na Alemanha, para conter segunda onda de covid-19, bares, cafés, cinemas, teatros entre outros estabelecimentos ficarão fechados por um mês.

A chanceler, Angela Merkel, reconheceu que as medidas são “rígidas” e “duras”, mas que “curva precisa ser achatada novamente e para que o rastreamento de contato possa ser realizado mais uma vez”. Também informou que considerando o atual ritmo de contaminações na Alemanha, o sistema de saúde pode “atingir o limite de sua capacidade dentro de semanas”. “Nosso sistema de saúde ainda pode lidar com esse desafio hoje”, afirmou. “Precisamos reduzir os contatos. Esperamos que em mais tempo, teremos que reduzir os contatos ainda mais”, disse na semana passada.

O presidente da Sociedade Alemã de Hospitais, Gerald Gass, disse em entrevista ao jornal Bild, publicada na última segunda-feira (02), que espera um recorde de pacientes em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), tendo em vista o número crescente de pessoas infectadas. Gass declara que “Em duas a três semanas ultrapassaremos o número de pacientes em terapia intensiva que tivemos em abril. Não há mais como evitar isso. Qualquer pessoa que precisar ser internada em três semanas, já está infectada hoje. Infelizmente este é o prognóstico realista.”

A França, desde o último 30 de outubro, também está em lockdown parcial até pelo menos o dia 1º de dezembro. Os franceses só podem deixar suas casas por motivos profissionais essenciais ou por razões médicas – declarações por escrito são exigidas nesses casos. Além disso, bares, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais não essenciais foram fechados. Fábricas, propriedades rurais e obras públicas continuam em funcionamento. As escolas, por sua vez, permanecem abertas – Lembrando que a França têm mais de 1 milhão e 300 mil casos ativos e com mais de 38 mil mortes por Covid-19, mas manterá suas escolas abertas, mesmo dentro desse cenário caótico.

Portugal também decreta novo lockdown, deve declarar estado de emergência sanitária e entrará em confinamento parcial por 15 dias, mas, manterá suas escolas abertas, mesmo com a segunda onda tomando conta da Europa.
Outro país europeu que iniciou o lockdown desde a última segunda-feira (2) é a Bélgica, onde o coronavírus circula com força e atinge proporcionalmente à população, o maior número de casos no mundo.

Na Espanha, já foi decretado o lockdown em todo o país, gerando uma revolta na população que está desassistida da assistência do governo e, com esse mesmo governo reprimindo a população e até acusando grupos de extrema-direita pelos protestos, com o objetivo de tirar o foco da política equivocada e repressora do atual governo espanhol.

No Reino Unido, onde houve o maior número de casos no continente europeu e com mais de 46 mil mortes por complicações de Covid-19, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, também anunciou no últimos sábado (31), que o país inicia um novo lockdown até o dia 2 de dezembro. Segundo a organização patronal CBI (Confederação da Indústria Britânica), as medidas podem mergulhar o país em uma recessão “devastadora” para a economia britânica.
Podemos observar de forma muito clara, a preocupação com a economia, com a possível dificuldade do sistema de saúde aguentar a demanda decorrente dessa segunda onda, mas não observamos em qualquer declaração desses líderes, quais serão as medidas para os desabrigados, com os possíveis desempregados que serão frutos dessas medidas restritivas, ou com os casos de despejos e, mantém a firme decisão de deixar as escolas abertas.
O verdadeiro fato gerador de todo esse cenário catastrófico, é a reabertura de atividades não essenciais e das escolas. E tudo isso com o único objetivo de recuperar os lucros das megas transnacionais e banqueiros que não aceitam ver as suas receitas caírem, fato é que, essa classe foi a que mais enriqueceu em meio a toda essa calamidade mundial.

Mas agora, voltam com repressão contra a população, como se a mesma fosse responsável por mais essa onda de coronavírus.

E para variar a rotina, temos como sempre a imprensa imperialista, que sempre corrobora com o discurso desses líderes, dando a entender que a culpa desse desastre sanitário é da população, mas nunca denúncia os algozes do povo, tão pouco o que eles tem tramado e o quanto meia dúzia de parasitas estão bilionários, às custas de mortes por todo o mundo.

É preciso ficar claro, que a responsabilidade por todos esses flagelos que estão se abatendo sobre a sociedade são os grandes capitalistas e seus governos, que colocaram o povo na rua para se contaminar e morrer, e agora, o povo é reprimido com toque de recolher e lockdown, mas misteriosamente, as escolas podem permanecer abertas.
Isso só evidencia que a pandemia não está nem um pouco controlada, ao contrário do que mostra a propaganda burguesa, que tinha o único objetivo de incentivar os trabalhadores a voltarem a trabalhar, mesmo que isso custe suas próprias vidas, ou a de seus familiares.

Tudo para favorecer os bancos e outros monopólios capitalistas.

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