Congresso: reeleição
De olho na reeleição, Maia e Alcolumbre buscam a mudança do texto constitucional para continuarem na cadeira de presidente.
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BRASÍLIA, DF, 05.06.2019:  O Deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, conversa com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, durante sessão de votação da PEc do Orçamento Impositivo. (Foto: ANDRE COELHO/Folhapress)
Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). | (Foto: André Coelho/Folhapress)

A ideias dominantes de uma época sempre foram as ideias da classe dominante. Esta frase foi imortalizada por Karl Marx, no livro escrito a duas mãos com Engels, em 1845/46. Com isso ele quer dizer que, nas contradições sociais provocadas pela luta de classes, prevalecem as ideias da classe que tem o poder. 

Podemos enxergar muito bem esses conflitos, quando observamos a condução do regime político e econômico pelos detentores do poder, e que aqui no Brasil, hoje, vem sendo dirigido pela extrema-direita e a direita golpistas, cuja ascensão foi conseguida, não de forma legítima, pelo voto, numa campanha democrática, mas com fraude perpetrada pelo judiciário e pela força policial, derrubando o governo Dilma, e com apoio da ampla maioria dos Congressista eleitos, que acompanharam a mesma política.

A luta de classes desenha o cenário político e nos revela como está posta a correlação dessas forças que estão em jogo na luta pelo poder, onde cada “peão” no “tabuleiro” representa o interesse de sua classe, sendo duas as fundamentais: a burguesia e o trabalhador.

Como já dissemos, o Congresso, quase todo dominado por representantes da burguesia, seja ela a agrária, a industrial, ou o capital estrangeiro, nas suas tratativas estão sempre pensando como podem promover os seus interesses, sendo claro que, quando fazem isso, excluem os interesses dos trabalhadores.

Uma discussão recente está voltada para se saber como os parlamentares que satisfazem os interesses da burguesia, podem se perpetuar no poder, e assegurar que se cumpram, nas instituições públicas, as determinações que defendam esses mesmos interesses.

Esse tema surge quando, o presidente do Senado ou da Câmara, no Congresso Nacional, começam a discutir alterações do texto constitucional que determinam 2 anos para a ocupação desses cargos, sem possibilidade de reeleição.

É claro que seria necessário ter um consenso sobre isso entre os vários setores burgueses, ou, caso contrário, a imposição pela força do mais forte. E isso não tem nada haver com escolhas democráticas, como já se percebeu, muito pelo contrário, é sempre um jogo de interesse e de poder, ganhando que puder mais.

Em meio a esse jogos parlamentares do poder, não há nenhum interesse para a classe trabalhadora, no apoio de fulano ou beltrano, já que nenhum deles representa os interesses da classe trabalhadora. Cada um deles, embora use de demagogia e uma retórica nos seus discursos para envolver os incautos, tudo não passa de uma farsa. Eles estão movidos pela necessidade de defesa dos interesses dos setores da classe burguesa que representam.

Uma coisa é muito clara: o Congresso, amplamente tomado pela burguesia, não tem espaço para a defesa de uma agenda de trabalho que defenda os interesses dos trabalhadores. Manobras parlamentares não se traduzem em alternativas que promovam os interesses dos trabalhadores.

Ideias como a de uma frente ampla, coligações eleitoreiras, e a defesa de cargos políticos, não representam nenhuma vantagem para a luta do trabalhador, e nem é do interesse dele que se perpetuem no poder qualquer desses representantes da burguesia que tomaram o Congresso Nacional, e que levam a frente a política burguesa que desprestigia o trabalhador e os seus interesses.

A alteração do texto constitucional nesse sentido, representa um retrocesso, que mais não faz do que aumentar o poder da burguesia nas instituições públicas, no caso a mesa diretora no Senado e na Câmara, ambos hoje ocupados pelo DEM, partido da direita tradicional e conservadora, e promotora do imperialismo norte-americano, e responsáveis, junto com os bolsonaristas, da implementação do neoliberalismo e dessa direção do regime político e econômico genocida e explorador da classe trabalhadora.

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