O Congresso do Povo não deve ser adiado por causa de Ciro Gomes

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A dinâmica da luta contra o golpe só pode e deve ser interpretada pela lógica da luta de classes. A burguesia imperialista, maior força direitista mundial, tenta se impor por suas vias mais truculentas e inibir qualquer manifestação nacionalista e popular nos países em que o golpe foi aplicado. É assim, portanto, no Brasil e as forças conservadoras querem inibir o Congresso do Povo.

Setores da esquerda pequeno burguesa, infiltradas nos partidos progressistas e nacionalistas como é o caso do PT, querem boicotar o presidente Lula  e abandoná-lo nas masmorras de Sérgio de Moro na Polícia Federal. Realizar o Congresso do Povo, na atual conjuntura, significa alavancar a luta contra o golpe e a prisão de Lula.

Por isso, esses setores pequenos burgueses que compões a Frente Brasil Popular, se esforçam para adiar o Congresso do Povo de junho de 2018 para janeiro de 2019. Lançaram as candidaturas “abutres” de Manuela d’Ávila do PC do B e de Guilherme Boulos pelo Psol com o intuito exclusivo de enfraquecer Lula e na prática serem ativistas eleitorais de Ciro Gomes, o candidato cujo objetivo é ter o pato da Fiesp como vice presidente.

É importante ter clareza política para a compreensão que a hora do Congresso do Povo é agora em junho mesmo. É uma arma fundamental de aglutinação da classe trabalhadora em torno de sua política efetiva contra os ataques do imperialismo e o golpe de estado no Brasil, ou seja, na luta pela liberdade de Lula e sua participação nas eleições presidenciais.

A luta contra o golpe está pautada para esse período pela realização do Congresso do Povo agora em junho. Fazer uma intensa campanha de agitação e propaganda em torno dessa política é o que está colocado para os trabalhadores, pela liberdade de Lula e sua atuação livre e democrática nas eleições.