Uma política fascista
Ataques fascistas contra Donald Trump representam ação contra toda a população mundial
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(FILES) In this file photo taken on May 28, 2020, US President Donald Trump speaks in the Oval Office before signing an executive order related to regulating social media in Washington, DC. - Twitter's moves to label or hide comments from Trump have escalated a feud between the social network and the White House, but there could be more to come. The messaging platform has a range of
Censura é a política oficial dos monopólios. | Doug Mills/AFP

A invasão do Congresso nos Estados Unidos, na semana anterior, vem servindo de base para a burguesia imperialista norte-americana atacar os direitos democráticos de toda a população. Assim como o imperialismo no passado se utilizou de eventos como o 11 de setembro para justificar a invasão ao oriente-médio, o protesto contra a fraude eleitoral, ocorrida nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, tornou-se pretexto para impulsionar uma verdadeira repressão no País, revelando a real política do democrata Joe Biden.

Censura contra o “discurso de ódio”

O primeiro passo desta campanha fascista saiu por meio da censura a Donald Trump nas redes sociais. Inicialmente, sua conta pessoal no Twitter já havia sido foco de censura pela própria plataforma. Nem mesmo o vídeo oficial, gravado pelo então presidente pedindo para a população desocupar o Congresso deixou de ser alvo da censura. Contudo, o que antes eram avisos do monopólio que já “taxava” redes de comunicação como a Telesur (Venezuela) e a Sputnik (Rússia) como propagadoras de “fake news”, Trump teve agora sua conta totalmente retirada da rede social.

O ato de censura se estendeu rapidamente. Com a propaganda feita pela imprensa burguesa, jornais como o The Economist culparam a “mídia digital de extrema-direita” como organizadora da invasão ao Congresso, um fato que o imperialismo intitula de “golpe”, quando na realidade, nada mais foi que um protesto democrático.

Dessa maneira, o imperialismo, comandado pelos grandes monopólios iniciaram um brutal ataque a todas as redes sociais “alternativas”, e rapidamente retiraram de suas principais plataformas de acesso a aplicativos (Google Play, por exemplo) a Parler, rede social de muito menor envergadura e que não segue a política de censura total dos monopólios.

A direita, e seguindo seus passos, a esquerda pequeno-burguesa, passou a defender a censura, colocando como benéfica à democracia, por atacar o “discurso de ódio”, e saindo em defesa do “direito” de empresas como Twitter em censurar, devido ao fato de serem empresas privadas.

Rede social para quem?

No entanto, o exemplo da Parler e a intensa propaganda feita contra o Telegram, mostram que não basta criar uma rede social alternativa, pois Twitter, Facebook, entre outros gigantes monopólios, tem poder o suficiente para destruí-las.

Com a total decadência do sistema capitalista, a figura dos monopólios aparece como força principal da economia na sua última fase, como mesmo explica Lenin. Há mais de 100 anos, os monopólios representam uma verdadeira contradição, seja com a livre concorrência, seja com a liberdade de expressão.

No imperialismo, os monopólios ditam as regras da sociedade, assim, ninguém pode frequentar uma rede social que não seja em seu total controle, com sua política de privacidade organizada pelos grandes capitalistas, oficializando a censura e a perseguição política. Apenas aqueles que seguem a política imperialista podem verdadeiramente se expressas nestas redes sociais.

Contudo, para a esquerda defensora da censura à Trump, como uma vitória da democracia, não tardou para os ataques saírem da esfera da extrema-direita e rapidamente atingirem toda a esquerda. Após o Youtube remover o vídeo de Trump, e suspender sua conta – ação semelhante a feita pelo Facebook- a política de censura aos órgãos de imprensa dos países atrasados foi fortemente impulsionada.

No dia 12, a Press TV, televisão estatal iraniana, teve sua conta removida pelo Facebook, isso sem qualquer explicação ou aviso. O mesmo foi feito com canais de imprensa russos, cubanos, venezuelanos e norte-coreanos, explicitando uma campanha de grandes proporções contra a liberdade de expressão.

Uma política fascista

Visivelmente, não há luta contra o “ódio”, mas sim a política fascista de Joe Biden e o imperialismo norte-americano sendo posto em prática, tudo isso, sem que sequer tenha chegado o dia de sua posse. Revela-se dessa maneira que a vitória de Biden e a política fascista contra Donald Trump são um prelúdio para o que parece ser o início de uma forte política fascista guiada pelo imperialismo em todo mundo.

A esquerda pequeno-burguesa, uma das principais responsáveis por fazer com que o imperialismo tenha força para levar esta campanha está sendo uma das primeiras a serem atacadas. Todo o caso, comprova a ausência de qualquer tipo de “democracia” no imperialismo. O sistema capitalista está em completa decadência, os monopólios assumem a dianteira da política fascista, destruindo o que resta da liberdade de expressão, dos direitos democráticos e individuais da população.

Todos estes ataques, incluso aqueles feitos contra Donald Trump, precisam ser chamados pelo que eles realmente representam: ataques fascistas, ditatoriais. A esquerda, ao contrário de entrar na propaganda imperialista, deve denunciar esta política como uma ação fascista e brutal contra a população.

Agora é Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos que tem todas as suas contas banidas das redes sociais pelos grandes monopólios, amanhã será toda a esquerda e os trabalhadores.

 

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